domingo, 6 de novembro de 2016

CONVITE - LANÇAMENTO DO LIVRO " Educação a Distância: interação entre sujeitos, plataformas e recursos e Educação a Distância: experiências, vivências e realidades"

É com imensa alegria que convidamos a tod@s para o lançamento do livro Educação a Distância: interação entre sujeitos, plataformas e recursos e Educação a Distância: experiências, vivências e realidades no XIII Encontro de Pesquisa em Educação da Região Centro-Oeste – Reunião Científica Regional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

Os lançamentos serão realizados na próxima terça-feira, 08 de novembro, a partir das 17h, no hall de entrada do prédio 5 da Faculdade de Educação da UnB.
Temos um capítulo nesse livro intitulado "O trabalho pedagógico online na perspectiva do ensino desenvolvimental: conceito de docência e suas particularidades em espaços virtuais de aprendizagem". 
Autoras:
CLÁUDIA HELENA DOS SANTOS ARAÚJO
ADDA DANIELA LIMA FIGUEIREDO ECHALAR
JOANA PEIXOTO

Será um prazer tê-l@s conosco.
 

domingo, 23 de outubro de 2016

Notas sobre meus 37 anos

Opa! Agora são 37 anos bem vividos. 
O que dizer? 
Vivi bem!
Imagens e atitudes dizem mais que palavras.
O mais importante é que podemos realizar escolhas que realmente nos façam e tragam o bem. 
Estar amadurecendo nos mostra o quanto o peso de fazer algo não desejável é ruim. Como disse uma grande amiga: "A vida tem que ser leve!"
Com 37 anos posso dizer que a vida começa a ser leve…

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Origens e fundamentos do materialismo histórico dialético

Origens e fundamentos do materialismo histórico dialético – Revolução industrial, classe trabalhadora, são os fundamentos do materialismo)[1]

Cláudia Helena dos Santos Araújo[2]

A teoria histórico-cultural tem seu surgimento marcado pelo marxismo. O que torna relevante uma retomada histórica e filosófica.
A teoria marxista, observada em seus aspectos fundamentais, tais como a concepção materialista dialética da realidade, apresenta a visão de kark Marx (1818-1883), que teve sua obra determinada por fatos políticos, econômicos e históricos do contexto em que vivia. Esse momento, fortemente marcado pelo impulso desenvolvimento do capitalismo, é caracterizado por intensas mudanças na classe dos trabalhadores, que lutavam por transformações de cunho socialista. Essas reivindicações não eram favoráveis à burguesia, que sugeria transformações menos radicais. A partir desse contexto, a obra marxista se desenvolve, analisando o momento histórico, econômico, político e filosófico.
            A concepção marxista de homem remete a um ser que atua consciententemente sobre a natureza. É um homem que procura construir a si mesmo e satisfazer suas necessidades a partir da construção objetiva que realiza do mundo. Os homens se relacionam com a natureza, de onde se extrai os meios de produção e os objetos de trabalho, e se relacionam entre si, mediante as relações sociais de produção. Essa relação com a natureza se faz a partir do momento em que o homem extrai da mesma, os seus meios de produção e seu objeto de trabalho. Nessa conjuntura, o homem estabelece relações sociais com outros homens, criando a organização do trabalho. É o que chamamos de infra-estrutura. Conforme Rosa e Andriani afirmam

juntamente com esta infra-estrutura desenvolve-se um conjunto de idéias que a expressam e servem para a reprodução do sistema. Este conjunto de idéias corresponde à superestrutura da sociedade, isto é, sua instância política e ideológica” (2002, p.262).

            Desta maneira, entende-se que a infra-estrutura determina a superestrutura, ou seja, os homens são movidos pelas relações sociais, políticas e produtivas que estabelecem. Percebe-se o homem como produtor de bens materiais, de relações sociais, de conhecimento e de si mesmo.
É interessante afirmar que nessa perspectiva dialética, tem-se como base da sociedade, as condições materiais reais que preexistem. Conforme a concepção materialista dialética da realidade “os fenômenos são constituídos e transformados a partir de múltiplas determinações que lhe são constitutivas...Concebe-se a realidade como matéria, havendo primazia do Ser sobre o Pensar” (Kahhale, 2002, p. 264).
            Chegando ao ponto necessário de nossa visão da teoria histórico-cultural e da teoria da atividade, é pertinente compreender em que consiste o processo de produção do conhecimento. Conforme a concepção analisada, este deve partir do real, gerando um movimento de transformação dialética que tem como prioridade a transformação e emerge a partir do princípio da contradição. Desta maneira, a produção do conhecimento ocorre a partir do real. Assim, tem-se a dialética como método de produção do conhecimento. Para compreender melhor esta situação, observa-se o esquema construído:



            A psicologia sócio-histórica surge no início do século XX, na União Soviética. É uma vertente teórica da psicologia fundamentada na concepção materialista dialética, tendo como base de suas proposições o conhecimento do homem e sua subjetividade. Dentro dessa produção, destaca-se: Vygotsky (1896-1934), Luria (1902-1977), Leontiev (1903-1979), Davydov (1974).


[1] Material (rascunho) de apoio à aula na disciplina que engloba políticas educacionais e gestão escolar. Material não autorizado para divulgação, apenas para uso em aula.
[2] Professora e Pesquisadora no IFG Anápolis/GO.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Antes de desejar respeito, respeite a mulher ao seu lado

Interessante como nós, mulheres, lutamos por respeito em nossas vidas. 
A grande questão é que não nos respeitamos em muitas circunstâncias.
Quando criticamos outra mulher por suas escolhas, estamos cultivando atitudes de preconceito e irracionalidade em nossos anseios e reivindicações.
Então ao criticar ideias, roupas, comportamentos entre mulheres, se pergunte: Será que não sou como aqueles que agem com atitudes de agressão moral, por vezes, sexual, física...???????????

Faça a diferença! Olha o que as ideias de uma mulher e não  suas roupas, vestimentas, acessórios, cabelos, unhas, entre outras. Até porque ser mulher que gostar de arrumar também é uma escolha a ser respeitada.

Acorde!


Agressões são diversas também em sua diversidade.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Trabalhando - Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica PROFEPT

Trabalhando em reunião com o Comitê Gestor e a Comissão Acadêmica Nacional do IF para o desenvolvimento do PROFEPT - Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica.

Área de concentração: ENSINO
Modalidade da oferta: Semipresencial
Vagas por seleção anual: Previsão de 432 vagas
Admissão de discentes: Exame nacional de acesso
Número de vagas por Instituição Associada: Relacionado ao número de docentes, considerando-se inicialmente duas vagas para cada docente.
Prazo do curso: 24 meses
18 polos (Instituições Associadas) – 160 professores





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Moção de repúdio ao projeto Escola sem Partido

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) vem a público externar seu posicionamento em relação ao Projeto de Lei (PL) nº 867/2015, que estabelece a “Escola sem Partido” e, diretamente, influencia na qualidade da Educação Básica. Em uma sociedade caracterizada por constantes e profundas mudanças, na qual a juventude está submetida a uma avalanche de informações fragmentadas e difusas, a concepção desse projeto representa uma contradição à democracia e diverge da pluralidade.

Considerando que toda fala ou ato humano são inerentemente carregados de intenções – portanto, são atos políticos –, bradar pela cultura da “Escola sem Partido” é uma iniciativa despropositada e ameaçadora; uma forma de concordar publicamente com a validação da intolerância étnica, da xenofobia, da discriminação do gênero, do credo, da livre sexualidade e da pobreza.
No plano educacional, a proposta de PL contraria a Constituição Federal, que exige da educação autônoma posicionamento fundamentado frente as mais diversas situações (socioeconômicas, políticas, espirituais, ambientais etc.); fere a emancipação das instituições públicas de ensino e dos docentes; impõe a mordaça aos currículos promotores do crescimento da consciência das novas gerações e sepulta a continuidade de uma educação que capacita o jovem para o trabalho e para uma vida plena em sociedade.

Essa lei, já em vigor em algumas unidades da federação, e em vias de aprovação em outras, tem como objetivo proibir o professor de se manifestar política e ideologicamente em sala de aula, sob a alegação de que os estudantes seriam doutrinados à ótica de um único pensamento religioso, político ou ideológico. Ademais, conhecimentos produzidos historicamente e que trazem aprendizagens sólidas para a formação humana, como as correntes sociológicas, são confundidos com conteúdo de cunho doutrinário, o que é um equívoco conceitual e epistemológico.
Ao não permitir as manifestações do professor, essa lei reduz a Educação a um mero conjunto de instrumentais para o trabalho e não contribui para o aprimoramento de políticas educacionais; cerceia a disseminação da ciência modernamente concebida – da sala de aula como um espaço sagrado do saber; impossibilita a discussão de temas que afligem o homem contemporâneo e obstrui o projeto da instituição de ensino laico – local de construção de uma cidadania baseada na liberdade, no trabalho, no processo educativo, na tolerância das diversidades e nos valores humanísticos das sociedades livres e democráticas.

Por congregar instituições que, reconhecidamente, formam profissionais de excelência, cidadãos éticos, justos e socialmente preparados para a vida frente aos recorrentes desafios que requerem posicionamento, o Conif entende que cabe ao professor, dentre outras tarefas, a de proporcionar aos estudantes a compreensão de si, dos demais e do meio no qual estão inseridos.


Brasília, 14 de julho de 2016.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Professoras do IFG têm artigo publicado em revista da UNICAMP


Professoras e pesquisadoras do Instituto Federal de Goiás, professora Cláudia Helena dos Santos Araújo (Campus Anápolis) e professora Joana Peixoto (Campus Goiânia) têm artigo publicado em revista científica qualis A1, uma publicação científica eletrônica da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 

As professoras estudam as relações entre educação e tecnologias e integram o grupo de pesquisa KADJÓT – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre as relações entre Tecnologias e Educação, criado em 2007, e que desenvolve seus estudos e pesquisas semanalmente.
O artigo intitulado “Docência online: trabalho pedagógico mediado por tecnologias digitais em rede” foi publicado na Revista Educação Temática Digital (ETD) - uma publicação científica eletrônica da Faculdade de Educação da UNICAMP que pode ser acessada no link http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8639484

 As professoras estarão apresentando, entre os dias 25 a 28 de julho, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Curitiba, suas pesquisas aprovadas na XI JORNADAS LATINOAMERICANAS DE ESTUDOS SOCIAIS DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA, ESOCITE 2016: ESOCITE 21 Anos: Trajetórias plurais entre passados e futuros. A professora Cláudia Helena apresentará suas pesquisas acerca da mediação do trabalho docente em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA).



Fonte: Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Anápolis

quinta-feira, 19 de maio de 2016

XIV ENAPE – Encontro dos Acadêmicos de Pedagogia, com o tema “VINTE ANOS DE LDB - Avanços, Tensões e Desafios nas Práticas Pedagógicas”

 

Será realizado no período de 17 a 20 de maio de 2016, no auditório do Câmpus São Luís de Montes Belos, o XIV ENAPE – Encontro dos Acadêmicos de Pedagogia, com o tema “VINTE ANOS DE LDB - Avanços, Tensões e Desafios nas Práticas Pedagógicas”.

Dentre a programação teremos apresentações culturais, palestras, mesa redonda, oficinas e minicursos, com profissionais da UEG e de outras Instituições de Ensino.

Para maiores informações, procure a Coordenação do Curso, através do e-mail pedagogia.saoluis@ueg.br.

As inscrições poderão ser feitas com a Comissão Organizadora e/ou com a Coordenação do Curso de Pedagogia. Telefone para contato: (64) 3671-1427.
 
Estarei participando da mesa redonda no dia 20/05/2016:
 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO



A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO

Nas aulas de Didática junto com meus alunos do 5ͦ período de Licenciatura em Química no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), tenho refletido sobre a relação entre o planejamento da aula, seus elementos constitutivos e  a formação do pensamento teórico-científico.

A partir dos estudos e das premissas da Teoria Histórico-Cultural e do Ensino Desenvolvimental acerca das ações mentais e do desenvolvimento de mapas conceituais como estratégia de ensino e aprendizagem para a formação intelectual do conceito, percebi que quando buscamos encontrar os elementos centrais do tema estudado e problematizamos com questões que nos levam a abstrair de tal conceito, a aprendizagem tem um significado diferente para os sujeitos educativos.

Os alunos desenvolveram mapas conceituais acerca de temas específicos da Química, fazendo uma relação da Didática, ou melhor, compreendendo que sem a Didática é complexo que os processos formativos tenham significado.

Ou seja, em minha tese no Doutorado, trabalhamos o mapa conceitual de Docência. Vejam:



Mapa conceitual para o conceito de docência.

Para chegar a essa mapa conceitual, levamos um tempo de reflexão e estudos. E, possivelmente, hoje, teria outro elemento com novas reflexões.

Muitos chamam os “mapas conceituais” de “mapas mentais”. Entendo como “mapa conceitual” por partir das características do Ensino Desenvolvimental proposta por Davidov e seguidores.

Ou seja, para a atividade do pensamento, Davidov propõe que sejam observados os seguintes passos:

1. Todos os conceitos que constituem as disciplinas dadas ou parágrafos-chave devem ser assimilados pelas crianças, examinando as condições materiais - objetivas da origem delas pelas quais elas se tornam tão necessários (em outras palavras, os conceitos não são ensinados como "fato do conhecimento").
2. A assimilação dos conhecimentos de caráter geral e abstrato precede o estudo dos conhecimentos mais particulares e concretos, estes hão de deduzir-ze como sua base única; este princípio decorre da orientação para esclarecer a origem dos conceitos e atende às exigências da ascensão do abstrato para o concreto.

3. Ao estudar as fontes materiais - alguns conceitos objetivos ou outros - os estudantes têm que descobrir, antes de tudo, a conexão geral, primordial, que determina o conteúdo e a estrutura de todo o objeto dos conceitos fornecidos.
4. Esta conexão é necessária para reproduzir os modelos, especialmente em metas, gráficos ou marcadores que nos permitam estudar suas propriedades "na forma pura".
5. Na escola, é preciso formar operações objetivas, especialmente as operações realizadas que podem elucidar o material de estudo e os modelos reproduzidos como objeto de conexão essencial, e, em seguida, estudar as suas propriedades [...].
6. Os estudantes devem realizar o objetivo e a execução destas ações no plano mental (1982, p. 444, tradução nossa).



Por essas e outras razões é que utilizo a nomenclatura de “mapas conceituais”. 


Nesse momento, estamos estudando origem, historicidade, questões iniciais da Didática e sua importância no processo de ensino e aprendizagem.


Em breve, faremos nossos mapas conceituais acerca do conceito de Didática. Após, outro mapa conceitual da Didática e sua relação com o ensino de Química. É relevante que se compreenda que a mediação é essencial durante todo esse processo. Ou seja, a intenção é uma atividade que caminhe do geral ao particular, com o intuito de observar e contribuir para a zona de desenvolvimento proximal (ZDP) do aluno.


Ou seja, nossa atividade de pensamento ainda tem um caminho a percorrer, mas que tem contribuído com a formação dos alunos.


Vamos lá! Avançar sempre...



REFERÊNCIA

DAVYDOV, V.V. Tipos de generalización en la enseñanza. Habana: Pueblo y Educación, 1982.