domingo, 11 de setembro de 2016

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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Moção de repúdio ao projeto Escola sem Partido

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) vem a público externar seu posicionamento em relação ao Projeto de Lei (PL) nº 867/2015, que estabelece a “Escola sem Partido” e, diretamente, influencia na qualidade da Educação Básica. Em uma sociedade caracterizada por constantes e profundas mudanças, na qual a juventude está submetida a uma avalanche de informações fragmentadas e difusas, a concepção desse projeto representa uma contradição à democracia e diverge da pluralidade.

Considerando que toda fala ou ato humano são inerentemente carregados de intenções – portanto, são atos políticos –, bradar pela cultura da “Escola sem Partido” é uma iniciativa despropositada e ameaçadora; uma forma de concordar publicamente com a validação da intolerância étnica, da xenofobia, da discriminação do gênero, do credo, da livre sexualidade e da pobreza.
No plano educacional, a proposta de PL contraria a Constituição Federal, que exige da educação autônoma posicionamento fundamentado frente as mais diversas situações (socioeconômicas, políticas, espirituais, ambientais etc.); fere a emancipação das instituições públicas de ensino e dos docentes; impõe a mordaça aos currículos promotores do crescimento da consciência das novas gerações e sepulta a continuidade de uma educação que capacita o jovem para o trabalho e para uma vida plena em sociedade.

Essa lei, já em vigor em algumas unidades da federação, e em vias de aprovação em outras, tem como objetivo proibir o professor de se manifestar política e ideologicamente em sala de aula, sob a alegação de que os estudantes seriam doutrinados à ótica de um único pensamento religioso, político ou ideológico. Ademais, conhecimentos produzidos historicamente e que trazem aprendizagens sólidas para a formação humana, como as correntes sociológicas, são confundidos com conteúdo de cunho doutrinário, o que é um equívoco conceitual e epistemológico.
Ao não permitir as manifestações do professor, essa lei reduz a Educação a um mero conjunto de instrumentais para o trabalho e não contribui para o aprimoramento de políticas educacionais; cerceia a disseminação da ciência modernamente concebida – da sala de aula como um espaço sagrado do saber; impossibilita a discussão de temas que afligem o homem contemporâneo e obstrui o projeto da instituição de ensino laico – local de construção de uma cidadania baseada na liberdade, no trabalho, no processo educativo, na tolerância das diversidades e nos valores humanísticos das sociedades livres e democráticas.

Por congregar instituições que, reconhecidamente, formam profissionais de excelência, cidadãos éticos, justos e socialmente preparados para a vida frente aos recorrentes desafios que requerem posicionamento, o Conif entende que cabe ao professor, dentre outras tarefas, a de proporcionar aos estudantes a compreensão de si, dos demais e do meio no qual estão inseridos.


Brasília, 14 de julho de 2016.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Professoras do IFG têm artigo publicado em revista da UNICAMP


Professoras e pesquisadoras do Instituto Federal de Goiás, professora Cláudia Helena dos Santos Araújo (Campus Anápolis) e professora Joana Peixoto (Campus Goiânia) têm artigo publicado em revista científica qualis A1, uma publicação científica eletrônica da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 

As professoras estudam as relações entre educação e tecnologias e integram o grupo de pesquisa KADJÓT – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre as relações entre Tecnologias e Educação, criado em 2007, e que desenvolve seus estudos e pesquisas semanalmente.
O artigo intitulado “Docência online: trabalho pedagógico mediado por tecnologias digitais em rede” foi publicado na Revista Educação Temática Digital (ETD) - uma publicação científica eletrônica da Faculdade de Educação da UNICAMP que pode ser acessada no link http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8639484

 As professoras estarão apresentando, entre os dias 25 a 28 de julho, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Curitiba, suas pesquisas aprovadas na XI JORNADAS LATINOAMERICANAS DE ESTUDOS SOCIAIS DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA, ESOCITE 2016: ESOCITE 21 Anos: Trajetórias plurais entre passados e futuros. A professora Cláudia Helena apresentará suas pesquisas acerca da mediação do trabalho docente em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA).



Fonte: Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Anápolis

quinta-feira, 19 de maio de 2016

XIV ENAPE – Encontro dos Acadêmicos de Pedagogia, com o tema “VINTE ANOS DE LDB - Avanços, Tensões e Desafios nas Práticas Pedagógicas”

 

Será realizado no período de 17 a 20 de maio de 2016, no auditório do Câmpus São Luís de Montes Belos, o XIV ENAPE – Encontro dos Acadêmicos de Pedagogia, com o tema “VINTE ANOS DE LDB - Avanços, Tensões e Desafios nas Práticas Pedagógicas”.

Dentre a programação teremos apresentações culturais, palestras, mesa redonda, oficinas e minicursos, com profissionais da UEG e de outras Instituições de Ensino.

Para maiores informações, procure a Coordenação do Curso, através do e-mail pedagogia.saoluis@ueg.br.

As inscrições poderão ser feitas com a Comissão Organizadora e/ou com a Coordenação do Curso de Pedagogia. Telefone para contato: (64) 3671-1427.
 
Estarei participando da mesa redonda no dia 20/05/2016:
 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO



A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO

Nas aulas de Didática junto com meus alunos do 5ͦ período de Licenciatura em Química no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), tenho refletido sobre a relação entre o planejamento da aula, seus elementos constitutivos e  a formação do pensamento teórico-científico.

A partir dos estudos e das premissas da Teoria Histórico-Cultural e do Ensino Desenvolvimental acerca das ações mentais e do desenvolvimento de mapas conceituais como estratégia de ensino e aprendizagem para a formação intelectual do conceito, percebi que quando buscamos encontrar os elementos centrais do tema estudado e problematizamos com questões que nos levam a abstrair de tal conceito, a aprendizagem tem um significado diferente para os sujeitos educativos.

Os alunos desenvolveram mapas conceituais acerca de temas específicos da Química, fazendo uma relação da Didática, ou melhor, compreendendo que sem a Didática é complexo que os processos formativos tenham significado.

Ou seja, em minha tese no Doutorado, trabalhamos o mapa conceitual de Docência. Vejam:



Mapa conceitual para o conceito de docência.

Para chegar a essa mapa conceitual, levamos um tempo de reflexão e estudos. E, possivelmente, hoje, teria outro elemento com novas reflexões.

Muitos chamam os “mapas conceituais” de “mapas mentais”. Entendo como “mapa conceitual” por partir das características do Ensino Desenvolvimental proposta por Davidov e seguidores.

Ou seja, para a atividade do pensamento, Davidov propõe que sejam observados os seguintes passos:

1. Todos os conceitos que constituem as disciplinas dadas ou parágrafos-chave devem ser assimilados pelas crianças, examinando as condições materiais - objetivas da origem delas pelas quais elas se tornam tão necessários (em outras palavras, os conceitos não são ensinados como "fato do conhecimento").
2. A assimilação dos conhecimentos de caráter geral e abstrato precede o estudo dos conhecimentos mais particulares e concretos, estes hão de deduzir-ze como sua base única; este princípio decorre da orientação para esclarecer a origem dos conceitos e atende às exigências da ascensão do abstrato para o concreto.

3. Ao estudar as fontes materiais - alguns conceitos objetivos ou outros - os estudantes têm que descobrir, antes de tudo, a conexão geral, primordial, que determina o conteúdo e a estrutura de todo o objeto dos conceitos fornecidos.
4. Esta conexão é necessária para reproduzir os modelos, especialmente em metas, gráficos ou marcadores que nos permitam estudar suas propriedades "na forma pura".
5. Na escola, é preciso formar operações objetivas, especialmente as operações realizadas que podem elucidar o material de estudo e os modelos reproduzidos como objeto de conexão essencial, e, em seguida, estudar as suas propriedades [...].
6. Os estudantes devem realizar o objetivo e a execução destas ações no plano mental (1982, p. 444, tradução nossa).



Por essas e outras razões é que utilizo a nomenclatura de “mapas conceituais”. 


Nesse momento, estamos estudando origem, historicidade, questões iniciais da Didática e sua importância no processo de ensino e aprendizagem.


Em breve, faremos nossos mapas conceituais acerca do conceito de Didática. Após, outro mapa conceitual da Didática e sua relação com o ensino de Química. É relevante que se compreenda que a mediação é essencial durante todo esse processo. Ou seja, a intenção é uma atividade que caminhe do geral ao particular, com o intuito de observar e contribuir para a zona de desenvolvimento proximal (ZDP) do aluno.


Ou seja, nossa atividade de pensamento ainda tem um caminho a percorrer, mas que tem contribuído com a formação dos alunos.


Vamos lá! Avançar sempre...



REFERÊNCIA

DAVYDOV, V.V. Tipos de generalización en la enseñanza. Habana: Pueblo y Educación, 1982.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Nao sou obrigada a nada

Este blog destina-se ao que desejo que seja. 
Ainda o tenho como meu espaço.
Escrevo sobre moda, cultura, educação, artes, religião, o que desejar.
Enfim, vejam bem, não é "look do dia"...mas se quiser,  publico também.

PRONTO
FALEI

DESABAFEI


domingo, 17 de abril de 2016

Redes Sociais: dispositivos de comunicação e meios de organização do pensamento?

Redes Sociais: dispositivos de comunicação e meios de organização do pensamento?


Adda Daniela Lima Figueiredo, Cláudia Helena dos Santos Araújo, Moema Gomes Moraes




Resumo


Este artigo pretende discutir a escola no tempo histórico da era da informação. Para isto, a teoria do enfoque Histórico Cultural de Vygostky traz um olhar sobre aspectos relacionados ao desenvolvimento humano em momentos que se vive o fenômeno da desterritorialização provocado pela internet e a constituição de uma sociedade em rede, bem como as práticas pedagógicas que emergem dos processos educativos e comunicativos. Para contribuir com o olhar das situações reais, o suporte para a fundamentação teórica traz autores como Castells (2005), Costa (2005), Libâneo (2003), Lévy (1998; 1999), Ramal (2002), Tedesco (2004), Toschi (2005) e Vygotsky (2001). Neste texto é feito ainda um relato acerca de algumas situações que exemplificam as relações existentes entre alunos, professores, a escola, as múltiplas linguagens e manifestações presentes em redes sociais como: o Twitter, Orkut e Facebook.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

A FUNÇÃO MEDIADORA DE INSTRUMENTOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA ONLINE

 Convite à leitura do artigo :

A FUNÇÃO MEDIADORA DE INSTRUMENTOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA ONLINE

 De Joana Peixoto e Cláudia Helena dos Santos Araújo


Resumo: A prática pedagógica online aqui é analisada tomando por base a problemática da incorporação das tecnologias digitais em rede pelas políticas públicas educacionais, a massificação dos processos educacionais e a organização do trabalho pedagógico mediado por tecnologias. A adoção do modelo fordista pelo programa governamental para a EAD (Sistema UAB), a prevalência de referenciais teóricos baseados no campo da comunicação e a atribuição de uma centralidade nos aspectos técnicos orientam as reflexões aqui propostas. Diante deste posicionamento e com base na teoria histórico-cultural e seus desdobramentos, propomos uma reflexão sobre as tecnologias digitais em rede como mediadoras entre sujeitos e seu contexto.



LEIAM:  

A FUNÇÃO MEDIADORA DE INSTRUMENTOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA ONLINE

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Alunos de licenciatura em Química apresentam TCC´s


Com o final do ano letivo, diversos alunos do curso de licenciatura em Química defenderam seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) ao longo desta semana, de 22 a 26 de fevereiro.
Veja a lista dos alunos e seus orientadores:
Eloísa Rodrigues da Luz (Orientadora: Lidiane de Lemos Soares Pereira)
Eliane Cristina Silva Araújo  (Orientadora: Lidiane de Lemos Soares Pereira)
Naira Silva Pontes (Orientadora: Cláudia Helena dos Santos Araújo)
Amanda Lohanne de Miranda Luz  (Orientadora: Lidiane de Lemos Soares Pereira)
Priscilla de Moura Oliveira Borges  (Orientadora: Gracielle Oliveira Sabbag Cunha)
Ivana Maria Fernandes Machado (Orientador: Thársis Souza Silva)

Desafio
A apresentação do TCC é sempre um desafio para o estudante, motivo de inquietações e nervosismo. Naira da Silva Pontes Frazão foi uma das que viveu essa experiência, defendendo seu TCC na tarde do dia 25. Sua pesquisa foi intitulada “As Tecnologias na Licenciatura em Química: Mapeamento dos Usos por Professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás” e ela observou os usos das tecnologias realizados por docentes dos câmpus Anápolis e Inhumas.
Orientadora de Naira, a professora Dra. Cláudia Helena dos Santos Araújo elogiou o trabalho de sua orientada, ressaltando que a discente foi indicada para prosseguir seus estudos em nível de mestrado.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Anápolis

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Não desistir!



Essa postagem veio propositalmente para o início do blog e não para confissões. 

Na vida somos passageiros, uns de longa data
Outros passam na vida rapidamente, brilham e vão iluminar outros espaços.
O brilho não é tão simples. As conquistas, muitas vezes, nem são percebidas. Sabe o que importa? Saber que lutou, lutou, lutou e não desistiu.
Dizem que isso se chama VIDA. Ir e vir constante. Acredito também.
Desistir, decididamente, mesmo com todo cansaço, desilusões, talvez medo, NÃO.
NÃO DESISTIR!
LUTAR, AVANÇAR. Vai valer a pena!
O caminho é o que faz valer a pena. As pessoas que você convive, as aprendizagens que surgem, as lições nas entrelinhas, os erros que cometemos,  as oportunidades, as lágrimas seguidas de muitos sorrisos e as boas amizades que você faz.
Seguir sempre em frente, mesmo que hoje a dor tenha sido forte. Daqui há pouco será a superação de ultrapassar a linha de chegada. Não há primeiros lugares, nem melhores. Há alguém que venceu porque não desistiu de lutar. 

See you again!