Hoje, escrevendo um pouquinho do que representam os meus dias, eu acordei intensamente, correndo, com muitos minutos de atraso. Me arrumei, passei o velho protetor solar de sempre (mesmo com o dia chuvoso) e fiz um treino intenso, movendo cada elemento muscular do meu corpo. Finalizei um treino que, modéstia à parte, foi com muita dificuldade e, ainda assim, tive a oportunidade de conversar e cumprimentar algumas pessoas que alcançaram muitas conquistas na vida.
E foi aí que eu vi que a “conta” não é que não fecha, ela fecha em outro ritmo. Porque essas mesmas pessoas que sustentam um olhar aparentemente tranquilo, em algum momento do processo, também desaceleraram. Gozado isso, não é!? Elas me aconselhavam a desacelerar e hoje eu entendo melhor o ponto, desacelerar não é desanimar, não é esfriar sua temperatura, não é abandonar. É seguir o caminho com lucidez.
Eu agradeci a elas, porque 2026 realmente entrou com um processo de desaceleramento, nunca de esfriamento, mas de um olhar diferente para tudo aquilo que é necessário ser feito. Um olhar diferente para a coletividade.
Um olhar que ainda acredita nas mudanças que são necessárias para um mundo melhor, mas que também é um olhar respeitoso para a minha existência.
É muito bom saber que conseguimos dar um bom dia e sustentar o boa noite, como se tivesse tomado um energético natural. É isso! Viva a vida com todas as turbulências. E, se houver turbulências, coloca o cinto que parece ser chamado de segurança e vai com medo mesmo.
Cláudia querida ❤️
ResponderExcluirSeu “boa noite” pousa manso,
como quem chega sem ruído.
Desacelerar é delicadeza aprendida:
cuidado que se oferece,
escuta do silêncio,
retorno ao que somos.
A conta fecha, sim.
E ao fechar, afasta o excesso,
rearruma o tempo
e deixa à mostra
o que importa de verdade.
Desacelerar é aquecer alguns
pontos que estavam frios.
É reorganizar a nossa casa interna.
Um abração amiga 🦋🌹
De uma certa borboleta
Correr tanto para quê? É a pergunta que tenho me feito. Muito bom voltar a si.
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