Um script de hipermídia
Leitura e Hipermídia: um diálogo necessário
Em todos os sentidos e contextos...formal, informal, não-formal e de VIDA!
domingo, 30 de setembro de 2018
sábado, 25 de agosto de 2018
AMO SER BOBA
Pensei em escrever um
escopo de ser humano. Ou melhor, um esquema para dizer sobre o ser humano. Não
consigo.Tem momentos que vejo alma
e luz no ser humano. Tem momentos que vejo sentimentos de perversidade e
vaidade.É bem isso que pode ser o
escopo: o bem e o mal!
Talvez por ser humano não
é possível fragmentar seus sentimentos, retirar uma identidade tão própria,
insígnia, singular e plural.Olho para mim e vejo bem
isso. Seria uma mentira dizer que não sinto desejo de coisas que não tenho, mas
se conhecer (tarefa árdua) te ajuda a perceber que o caminho para alcançar isso
é trabalhar, lutar...resistir a muitas vaidades da alma e corpo. No meu caso,
acho que coração ‘fala’ mais alto. Por muito tempo tive dificuldades de me
aceitar: jeito de boba (não confunda bom com bobo – aprendi isso com uma
professora de amor que tanto amo). Clarice Lispector me sintetiza tão bem em
sua crônica “Das vantagens de ser bobo”: “(...)O bobo, por não se ocupar com ambições, tem
tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase
sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa,
responde: "Estou fazendo. Estou pensando". Confesso que não consigo
ficar duas horas sem me mexer. Sou a boba sim tão bem ilustrada por Clarice.
O que é legal é quando você resolve aceitar que
tem uma identidade e personalidade tão somente sua e, ao mesmo tempo, essa
personalidade e identidade é coletiva. Sim, lutamos todos os dias para nos
tornarmos seres de maior autonomia, sermos amigos de verdade, pais incríveis
(aí cada um tem sua perspectiva de educação), filhos amorosos, profissionais
que estudam e atuam de forma íntegra e ‘excelente’. Lutamos por muitas coisas.
Já teve momentos em que olhei para dentro
(também é difícil, dói) e vi a quantidade de erros que cometi. Não dava para
voltar no tempo, mas dá para fazer diferente todos os dias. Perdi muito, mas,
sério, olho hoje e vejo que ganho em ser eu mesma. Um eu que muda agora
constantemente. Espera aí: não sou um ser inconstante! Mas tenho a luta da
análise e da realização de ações.
Hoje sei o quanto existe de amor, amor de
verdade, não o amor por admiração. Confesso que fiz isso. Interpreto como um
erro, mas respeito quem pense diferente.
Outra tortuosa lição de amor: respeitar que a
diversidade se dá em todos os lugares. Respeitar que o outro escolhe ou não
estar ao meu lado ou me permitir em sua vida. Isso é escolha gente, de verdade!
Respeitar que ninguém é obrigado a aceitar ou acreditar no que acredito, mas
respeitar é necessário. Podemos pensar diferente, mas sempre estarmos juntos.Estudo e trabalho porque gosto de verdade. Mas
não consigo curtir os momentos de vaidades dos outros. Acho chato àqueles que
passam por cima de você e de outros para ter o que tanto deseja. Como hoje sei
que o desejo é subjetivo, respeito isso também e sigo minha vida.Não se iluda: não dá para apagar lembranças que
te ensinaram tanto. Lembranças de dor que se transformaram em amor. A questão é
que o bobo como diz Clarice Lispector tem excesso de amor: “É quase impossível
evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso
de amor. E só o amor faz o bobo”. De verdade, AMO SER BOBA.
Aprendi que nem sempre o outro está disposto a
te ouvir (e nem precisa). O outro não é obrigado a te ouvir e isso não o torna
menos amigo, amiga, parceiro e parceira de vida. Levei tempo e feri pessoas até
aprender isso.Rasgar-se, despir-me aqui para quem ler é quase
um momento de confissão. Não acredite ser fácil! E nem acredite que estou me
expondo, estou tentando clarificar sentimentos inauditos.Não consigo expressar tudo que sinto ainda.
Estou em processo, em movimento. Só digo sobre o escopo de ser humano é que o
humano é ser. Ser que erra e luta para fazer diferente, cada um em seu tempo.
Ah...falta tanto para aprender. Vou concluir
minha missão ‘por aqui’ e não vou ter aprendido ainda. Basta lembrar: sou ser
humano! Humano Ser!
domingo, 18 de março de 2018
Crônica do café
Interessante como as pessoas se unem por meio do café.
Mas como assim? O que significa se unir por meio do café? Grupos de
pessoas que se intitulam amigos (muitas vezes são amigos mesmo) se reúnem para
tomar um café e conversarem.
O que acontece, de fato, é que nesses momentos dos cafés é que se torna
importante demonstrar ser uma alguém extremamente feliz, sem problemas, bem
resolvido e sem nenhuma dificuldade em lidar com as circunstâncias da vida.
Ou seja, se você é um ser real, que enfrenta problemas, que precisa de
um grupo de amigos para desabafar e talvez acreditar numa hipótese de ajuda,
esqueça.
Não vá tomar café!
Definitivamente esse não é o lugar pra você encontrar amigos.
É bem sugestivo que entre as próprias pessoas não se possa desabafar. O
desabafo se tornou ponto de fraqueza.
Não queremos amigos só de café!
Queremos amigos que compreendam que a vida prossegue e vai além de um
café.
#ProntoFalei
Por Cláudia Helena
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Gestão escolar: Educação...para início de uma boa conversa!
E para início de uma boa conversa, vamos assistir à uma sequência de vídeos que tratam sobre a educação e a escola.
Vídeo 1 - A função social da escola - José Carlos Libâneo
Vídeo 2 - O que caracteriza uma escola democrática? Vitor Paro
Vídeo 3 - Gestão escolar: o comportamento do gestor escolar
Leitura do texto "A educação brasileira" proposta em sala de aula.
Discussão crítica e exercício da escrita de um texto (paper e comentários no blog, se desejar) sobre a educação e sua função social, realizando uma relação com a gestão escolar.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Eis-me aqui!
Eis-me aqui depois de algum tempo...
A trajetória pode ser longa, mas o caminho regado a pedras, pode esconder uma flor.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Mestrado com edital aberto. Vamos lá!?
Edital aberto para o Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica no IF em rede nacional.
Para o IFG SERÃO 20 vagas.
Acessem a notícia e edital no link abaixo:
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
CONVITE - LANÇAMENTO DO LIVRO " Educação a Distância: interação entre sujeitos, plataformas e recursos e Educação a Distância: experiências, vivências e realidades"
É com imensa alegria que convidamos a tod@s para o lançamento do livro Educação a Distância: interação entre sujeitos, plataformas e recursos e Educação a Distância: experiências, vivências e realidades
no XIII Encontro de Pesquisa em Educação da Região Centro-Oeste –
Reunião Científica Regional da Associação Nacional de Pós-Graduação e
Pesquisa em Educação (Anped).
Os
lançamentos serão realizados na próxima terça-feira, 08 de novembro, a
partir das 17h, no hall de entrada do prédio 5 da Faculdade de Educação
da UnB.
Temos um capítulo nesse livro intitulado "O trabalho pedagógico online na perspectiva do ensino desenvolvimental: conceito de docência e suas particularidades em espaços virtuais de aprendizagem".
Autoras:
CLÁUDIA HELENA DOS SANTOS ARAÚJO
ADDA DANIELA LIMA FIGUEIREDO ECHALAR
JOANA PEIXOTO
Será um prazer tê-l@s conosco.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
Notas sobre meus 37 anos
Opa! Agora são 37 anos bem vividos.
O que dizer?
Vivi bem!
Imagens e atitudes dizem mais que palavras.
O mais importante é que podemos realizar escolhas que realmente nos façam e tragam o bem.
Estar amadurecendo nos mostra o quanto o peso de fazer algo não desejável é ruim. Como disse uma grande amiga: "A vida tem que ser leve!"
Com 37 anos posso dizer que a vida começa a ser leve…
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Origens e fundamentos do materialismo histórico dialético
Origens
e fundamentos do materialismo histórico dialético – Revolução industrial,
classe trabalhadora, são os fundamentos do materialismo)[1]
Cláudia Helena dos
Santos Araújo[2]
A
teoria histórico-cultural tem seu surgimento marcado pelo marxismo. O que torna
relevante uma retomada histórica e filosófica.
A
teoria marxista, observada em seus aspectos fundamentais, tais como a concepção
materialista dialética da realidade, apresenta a visão de kark Marx
(1818-1883), que teve sua obra determinada por fatos políticos, econômicos e
históricos do contexto em que vivia. Esse momento, fortemente marcado pelo
impulso desenvolvimento do capitalismo, é caracterizado por intensas mudanças
na classe dos trabalhadores, que lutavam por transformações de cunho
socialista. Essas reivindicações não eram favoráveis à burguesia, que sugeria
transformações menos radicais. A partir desse contexto, a obra marxista se
desenvolve, analisando o momento histórico, econômico, político e filosófico.
A concepção marxista
de homem remete a um ser que atua consciententemente sobre a natureza. É um
homem que procura construir a si mesmo e satisfazer suas necessidades a partir
da construção objetiva que realiza do mundo. Os homens se relacionam com a
natureza, de onde se extrai os meios de produção e os objetos de trabalho, e se
relacionam entre si, mediante as relações sociais de produção. Essa relação com
a natureza se faz a partir do momento em que o homem extrai da mesma, os seus
meios de produção e seu objeto de trabalho. Nessa conjuntura, o homem
estabelece relações sociais com outros homens, criando a organização do
trabalho. É o que chamamos de infra-estrutura. Conforme Rosa e Andriani afirmam
juntamente
com esta infra-estrutura desenvolve-se um conjunto de idéias que a expressam e
servem para a reprodução do sistema. Este conjunto de idéias corresponde à
superestrutura da sociedade, isto é, sua instância política e ideológica”
(2002, p.262).
Desta
maneira, entende-se que a infra-estrutura determina a superestrutura, ou seja,
os homens são movidos pelas relações sociais, políticas e produtivas que
estabelecem. Percebe-se o homem como produtor de bens materiais, de relações
sociais, de conhecimento e de si mesmo.
É
interessante afirmar que nessa perspectiva dialética, tem-se como base da sociedade,
as condições materiais reais que preexistem. Conforme a concepção materialista
dialética da realidade “os fenômenos são constituídos e transformados a partir
de múltiplas determinações que lhe são constitutivas...Concebe-se a realidade
como matéria, havendo primazia do Ser sobre o Pensar” (Kahhale, 2002, p. 264).
Chegando ao ponto necessário de nossa visão da teoria
histórico-cultural e da teoria da atividade, é pertinente compreender em que
consiste o processo de produção do conhecimento. Conforme a concepção
analisada, este deve partir do real, gerando um movimento de transformação
dialética que tem como prioridade a transformação e emerge a partir do
princípio da contradição. Desta maneira, a produção do conhecimento ocorre a
partir do real. Assim, tem-se a dialética como método de produção do
conhecimento. Para compreender melhor esta situação, observa-se o esquema
construído:
A psicologia sócio-histórica
surge no início do século XX, na União Soviética. É uma vertente teórica da
psicologia fundamentada na concepção materialista dialética, tendo como base de
suas proposições o conhecimento do homem e sua subjetividade. Dentro dessa
produção, destaca-se: Vygotsky (1896-1934), Luria (1902-1977), Leontiev
(1903-1979), Davydov (1974).
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Antes de desejar respeito, respeite a mulher ao seu lado
Interessante como nós, mulheres, lutamos por respeito em nossas vidas.
A grande questão é que não nos respeitamos em muitas circunstâncias.
Quando criticamos outra mulher por suas escolhas, estamos cultivando atitudes de preconceito e irracionalidade em nossos anseios e reivindicações.
Então ao criticar ideias, roupas, comportamentos entre mulheres, se pergunte: Será que não sou como aqueles que agem com atitudes de agressão moral, por vezes, sexual, física...???????????
Faça a diferença! Olha o que as ideias de uma mulher e não suas roupas, vestimentas, acessórios, cabelos, unhas, entre outras. Até porque ser mulher que gostar de arrumar também é uma escolha a ser respeitada.
Acorde!
A grande questão é que não nos respeitamos em muitas circunstâncias.
Quando criticamos outra mulher por suas escolhas, estamos cultivando atitudes de preconceito e irracionalidade em nossos anseios e reivindicações.
Então ao criticar ideias, roupas, comportamentos entre mulheres, se pergunte: Será que não sou como aqueles que agem com atitudes de agressão moral, por vezes, sexual, física...???????????
Faça a diferença! Olha o que as ideias de uma mulher e não suas roupas, vestimentas, acessórios, cabelos, unhas, entre outras. Até porque ser mulher que gostar de arrumar também é uma escolha a ser respeitada.
Acorde!
Agressões são diversas também em sua diversidade.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Trabalhando - Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica PROFEPT
Trabalhando em reunião com o Comitê Gestor e a Comissão Acadêmica Nacional do IF para o desenvolvimento do PROFEPT - Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica.
Área de concentração: ENSINO
Modalidade da oferta: Semipresencial
Vagas por seleção anual: Previsão de 432 vagas
Admissão de discentes: Exame nacional de acesso
Número de vagas por Instituição Associada: Relacionado ao número de docentes, considerando-se inicialmente duas vagas para cada docente.
Prazo do curso: 24 meses
18 polos (Instituições Associadas) – 160 professores
domingo, 11 de setembro de 2016
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Moção de repúdio ao projeto Escola sem Partido
O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação
Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) vem a público externar
seu posicionamento em relação ao Projeto de Lei (PL) nº 867/2015, que
estabelece a “Escola sem Partido” e, diretamente, influencia na
qualidade da Educação Básica. Em uma sociedade caracterizada por
constantes e profundas mudanças, na qual a juventude está submetida a
uma avalanche de informações fragmentadas e difusas, a concepção desse
projeto representa uma contradição à democracia e diverge da
pluralidade.
Considerando que toda fala ou ato humano são inerentemente carregados
de intenções – portanto, são atos políticos –, bradar pela cultura da
“Escola sem Partido” é uma iniciativa despropositada e ameaçadora; uma
forma de concordar publicamente com a validação da intolerância étnica,
da xenofobia, da discriminação do gênero, do credo, da livre sexualidade
e da pobreza.
No plano educacional, a proposta de PL contraria a Constituição
Federal, que exige da educação autônoma posicionamento fundamentado
frente as mais diversas situações (socioeconômicas, políticas,
espirituais, ambientais etc.); fere a emancipação das instituições
públicas de ensino e dos docentes; impõe a mordaça aos currículos
promotores do crescimento da consciência das novas gerações e sepulta a
continuidade de uma educação que capacita o jovem para o trabalho e para
uma vida plena em sociedade.
Essa lei, já em vigor em algumas unidades da federação, e em vias de
aprovação em outras, tem como objetivo proibir o professor de se
manifestar política e ideologicamente em sala de aula, sob a alegação de
que os estudantes seriam doutrinados à ótica de um único pensamento
religioso, político ou ideológico. Ademais, conhecimentos produzidos
historicamente e que trazem aprendizagens sólidas para a formação
humana, como as correntes sociológicas, são confundidos com conteúdo de
cunho doutrinário, o que é um equívoco conceitual e epistemológico.
Ao não permitir as manifestações do professor, essa lei reduz a
Educação a um mero conjunto de instrumentais para o trabalho e não
contribui para o aprimoramento de políticas educacionais; cerceia a
disseminação da ciência modernamente concebida – da sala de aula como um
espaço sagrado do saber; impossibilita a discussão de temas que afligem
o homem contemporâneo e obstrui o projeto da instituição de ensino
laico – local de construção de uma cidadania baseada na liberdade, no
trabalho, no processo educativo, na tolerância das diversidades e nos
valores humanísticos das sociedades livres e democráticas.
Por congregar instituições que, reconhecidamente, formam
profissionais de excelência, cidadãos éticos, justos e socialmente
preparados para a vida frente aos recorrentes desafios que requerem
posicionamento, o Conif entende que cabe ao professor, dentre outras
tarefas, a de proporcionar aos estudantes a compreensão de si, dos
demais e do meio no qual estão inseridos.
Brasília, 14 de julho de 2016.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Professoras do IFG têm artigo publicado em revista da UNICAMP
Professoras e pesquisadoras do Instituto Federal de Goiás, professora
Cláudia Helena dos Santos Araújo (Campus Anápolis) e professora Joana
Peixoto (Campus Goiânia) têm artigo publicado em revista científica qualis A1, uma publicação científica eletrônica da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
As professoras estudam as relações entre educação e tecnologias e
integram o grupo de pesquisa KADJÓT – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre
as relações entre Tecnologias e Educação, criado em 2007, e que
desenvolve seus estudos e pesquisas semanalmente.
O artigo intitulado “Docência online: trabalho pedagógico mediado por tecnologias digitais em rede” foi
publicado na Revista Educação Temática Digital (ETD) - uma publicação
científica eletrônica da Faculdade de Educação da UNICAMP que pode ser
acessada no link http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8639484
As professoras estarão apresentando, entre os dias 25 a 28 de julho,
na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Curitiba,
suas pesquisas aprovadas na XI JORNADAS LATINOAMERICANAS DE ESTUDOS
SOCIAIS DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA, ESOCITE 2016: ESOCITE 21 Anos: Trajetórias plurais entre passados e futuros. A
professora Cláudia Helena apresentará suas pesquisas acerca da mediação
do trabalho docente em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA).
Fonte: Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Anápolis
Notícia publicada em http://www.ifg.edu.br/anapolis/index.php/component/content/article/2405-pesquisa
quinta-feira, 19 de maio de 2016
XIV ENAPE – Encontro dos Acadêmicos de Pedagogia, com o tema “VINTE ANOS DE LDB - Avanços, Tensões e Desafios nas Práticas Pedagógicas”
Será realizado no período de 17 a 20
de maio de 2016, no auditório do Câmpus São Luís de Montes Belos, o XIV
ENAPE – Encontro dos Acadêmicos de Pedagogia, com o tema “VINTE ANOS DE
LDB - Avanços, Tensões e Desafios nas Práticas Pedagógicas”.
Dentre
a programação teremos apresentações culturais, palestras, mesa redonda,
oficinas e minicursos, com profissionais da UEG e de outras Instituições
de Ensino.
Para maiores informações, procure a Coordenação do Curso, através do e-mail pedagogia.saoluis@ueg.br.
As
inscrições poderão ser feitas com a Comissão Organizadora e/ou com a
Coordenação do Curso de Pedagogia. Telefone para contato: (64)
3671-1427.
Estarei participando da mesa redonda no dia 20/05/2016:
terça-feira, 10 de maio de 2016
quinta-feira, 28 de abril de 2016
A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO
A RELAÇÃO
OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO
Nas aulas de Didática junto com
meus alunos do 5ͦ período de Licenciatura em Química no Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), tenho refletido sobre a relação entre
o planejamento da aula, seus elementos constitutivos e a formação do pensamento teórico-científico.
A partir dos estudos e das
premissas da Teoria Histórico-Cultural e do Ensino Desenvolvimental acerca das
ações mentais e do desenvolvimento de mapas conceituais como estratégia de
ensino e aprendizagem para a formação intelectual do conceito, percebi que
quando buscamos encontrar os elementos centrais do tema estudado e
problematizamos com questões que nos levam a abstrair de tal conceito, a
aprendizagem tem um significado diferente para os sujeitos educativos.
Os alunos desenvolveram mapas
conceituais acerca de temas específicos da Química, fazendo uma relação da
Didática, ou melhor, compreendendo que sem a Didática é complexo que os
processos formativos tenham significado.
Ou seja, em minha tese no
Doutorado, trabalhamos o mapa conceitual de Docência. Vejam:
Mapa conceitual para o conceito de
docência.
Para chegar a essa mapa
conceitual, levamos um tempo de reflexão e estudos. E, possivelmente, hoje,
teria outro elemento com novas reflexões.
Muitos chamam os “mapas
conceituais” de “mapas mentais”. Entendo como “mapa conceitual” por partir das
características do Ensino Desenvolvimental proposta por Davidov e seguidores.
Ou seja, para a atividade do
pensamento, Davidov propõe que sejam observados os seguintes passos:
1. Todos os conceitos que constituem as disciplinas dadas ou
parágrafos-chave devem ser assimilados
pelas crianças, examinando as condições
materiais - objetivas da origem delas pelas
quais elas se tornam tão necessários (em outras palavras, os
conceitos não são ensinados como "fato do
conhecimento").
2. A assimilação dos conhecimentos de caráter geral e abstrato precede o estudo dos conhecimentos mais particulares e concretos, estes hão de deduzir-ze como sua base única; este princípio decorre da orientação para esclarecer a origem dos conceitos e atende às exigências da ascensão do abstrato para o concreto.
2. A assimilação dos conhecimentos de caráter geral e abstrato precede o estudo dos conhecimentos mais particulares e concretos, estes hão de deduzir-ze como sua base única; este princípio decorre da orientação para esclarecer a origem dos conceitos e atende às exigências da ascensão do abstrato para o concreto.
3. Ao estudar as fontes materiais - alguns conceitos
objetivos ou outros - os estudantes têm que descobrir, antes de tudo, a conexão
geral, primordial, que determina o conteúdo e a estrutura de todo o objeto dos
conceitos fornecidos.
4. Esta conexão é necessária para reproduzir os modelos, especialmente em metas, gráficos ou marcadores que nos permitam estudar suas propriedades "na forma pura".
5. Na escola, é preciso formar operações objetivas, especialmente as operações realizadas que podem elucidar o material de estudo e os modelos reproduzidos como objeto de conexão essencial, e, em seguida, estudar as suas propriedades [...].
6. Os estudantes devem realizar o objetivo e a execução destas ações no plano mental (1982, p. 444, tradução nossa).
4. Esta conexão é necessária para reproduzir os modelos, especialmente em metas, gráficos ou marcadores que nos permitam estudar suas propriedades "na forma pura".
5. Na escola, é preciso formar operações objetivas, especialmente as operações realizadas que podem elucidar o material de estudo e os modelos reproduzidos como objeto de conexão essencial, e, em seguida, estudar as suas propriedades [...].
6. Os estudantes devem realizar o objetivo e a execução destas ações no plano mental (1982, p. 444, tradução nossa).
Por
essas e outras razões é que utilizo a nomenclatura de “mapas conceituais”.
Nesse
momento, estamos estudando origem, historicidade, questões iniciais da Didática
e sua importância no processo de ensino e aprendizagem.
Em
breve, faremos nossos mapas conceituais acerca do conceito de Didática. Após,
outro mapa conceitual da Didática e sua relação com o ensino de Química. É relevante
que se compreenda que a mediação é essencial durante todo esse processo. Ou
seja, a intenção é uma atividade que caminhe do geral ao particular, com o
intuito de observar e contribuir para a zona de desenvolvimento proximal (ZDP)
do aluno.
Ou seja,
nossa atividade de pensamento ainda tem um caminho a percorrer, mas que tem
contribuído com a formação dos alunos.
Vamos
lá! Avançar sempre...
REFERÊNCIA
DAVYDOV, V.V. Tipos de generalización en la enseñanza. Habana: Pueblo y
Educación, 1982.
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