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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Gestão escolar: Educação...para início de uma boa conversa!

E para início de uma boa conversa, vamos assistir à uma sequência de vídeos que tratam sobre a educação e a escola.

Vídeo 1 - A função social da escola - José Carlos Libâneo

Vídeo 2 - O que caracteriza uma escola democrática? Vitor Paro


Vídeo 3 - Gestão escolar: o comportamento do gestor escolar


Leitura do texto "A educação brasileira" proposta em sala de aula.

Discussão crítica e exercício da escrita de um texto (paper e comentários no blog, se desejar) sobre a educação e sua função social, realizando uma relação com a gestão escolar. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Moção de repúdio ao projeto Escola sem Partido

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) vem a público externar seu posicionamento em relação ao Projeto de Lei (PL) nº 867/2015, que estabelece a “Escola sem Partido” e, diretamente, influencia na qualidade da Educação Básica. Em uma sociedade caracterizada por constantes e profundas mudanças, na qual a juventude está submetida a uma avalanche de informações fragmentadas e difusas, a concepção desse projeto representa uma contradição à democracia e diverge da pluralidade.

Considerando que toda fala ou ato humano são inerentemente carregados de intenções – portanto, são atos políticos –, bradar pela cultura da “Escola sem Partido” é uma iniciativa despropositada e ameaçadora; uma forma de concordar publicamente com a validação da intolerância étnica, da xenofobia, da discriminação do gênero, do credo, da livre sexualidade e da pobreza.
No plano educacional, a proposta de PL contraria a Constituição Federal, que exige da educação autônoma posicionamento fundamentado frente as mais diversas situações (socioeconômicas, políticas, espirituais, ambientais etc.); fere a emancipação das instituições públicas de ensino e dos docentes; impõe a mordaça aos currículos promotores do crescimento da consciência das novas gerações e sepulta a continuidade de uma educação que capacita o jovem para o trabalho e para uma vida plena em sociedade.

Essa lei, já em vigor em algumas unidades da federação, e em vias de aprovação em outras, tem como objetivo proibir o professor de se manifestar política e ideologicamente em sala de aula, sob a alegação de que os estudantes seriam doutrinados à ótica de um único pensamento religioso, político ou ideológico. Ademais, conhecimentos produzidos historicamente e que trazem aprendizagens sólidas para a formação humana, como as correntes sociológicas, são confundidos com conteúdo de cunho doutrinário, o que é um equívoco conceitual e epistemológico.
Ao não permitir as manifestações do professor, essa lei reduz a Educação a um mero conjunto de instrumentais para o trabalho e não contribui para o aprimoramento de políticas educacionais; cerceia a disseminação da ciência modernamente concebida – da sala de aula como um espaço sagrado do saber; impossibilita a discussão de temas que afligem o homem contemporâneo e obstrui o projeto da instituição de ensino laico – local de construção de uma cidadania baseada na liberdade, no trabalho, no processo educativo, na tolerância das diversidades e nos valores humanísticos das sociedades livres e democráticas.

Por congregar instituições que, reconhecidamente, formam profissionais de excelência, cidadãos éticos, justos e socialmente preparados para a vida frente aos recorrentes desafios que requerem posicionamento, o Conif entende que cabe ao professor, dentre outras tarefas, a de proporcionar aos estudantes a compreensão de si, dos demais e do meio no qual estão inseridos.


Brasília, 14 de julho de 2016.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A luta dos estudantes e "algumas mídias" aliens

O cenário de Goiás hoje é composto por escolas ocupadas pelos estudantes em vários municípios.

O objetivo de uma luta tão sólida (resistir & ocupar) é impedir a implantação das OS  nas escolas. 

O que podemos perceber é que, para além disso, observamos  a boniteza desse processo de luta: estudantes que compreendem a importância do espaço escolar, entendem como direito e lutam sem "senso comum". São estudantes com visão crítica, bem articulados e muito organizados. Isso reflete na dimensão política-pedagógica da escola, da educação escolar formal, não-formal e informal.

A eloquência de um discurso bem articulado com a prática, com o cotidiano da escola. 
Os estudantes secundaristas são guerreiros que sabem bem os conteúdos disciplinares e são críticos. 

O mínimo de um governo era sentir orgulho e perceber que realmente estão sendo formados cidadãos com visão de mundo para fazer a diferença em nosso País Brasil.

O mínimo de um governo era utilizar verbas com melhorar nossa Educação (não terceirizá-la). Vejam o que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n. 9.394 de 1996 em seu artigo 19º:


Mas para um governo retirar as ações de sua alçada é desejável , mesmo ficando visível para a população a sua incompetência de gestão pública. 
Ao votar, o que a população espera é confiar naquele que governa e confiou sua escolha. Como confiar em um governo que retira do Estado as suas obrigações? 
A população está também indignada. Por enquanto, o pedido é, no sentido, de  respeitar mais os cidadãos e não implantar OS em Educação e Saúde. Logo, cansados de tanta arbitrariedade e falsas promessas (realizadas em campanha eleitoral), acabarão pedindo sim uma intervenção, mas no governo. Assim, como o governo tem feito com a população. 

A morbidez de algumas mídias é a necessidade de "distorcer" os fatos como meio de manobras alienantes.
Ler as mídias com olhar crítico é fundamental. Uma palavra "maldita", "mal colocada" pode alterar todo o cenário. 
A opinião pública "pouco" importa para as mídias diversas como jornais partidários e comprados pelo governo, mas a  alienação da população é o objetivo fim e subliminar. Resistir e lutar! Para tais mídias e tal governo uma dica: estudem com professores das escolas públicas. Eles sim são formadores de opinião e ensinar sobre "pensar crítico", sem manobras vitimadas por interesses pessoais/político-partidários. 

Por Cláudia Helena dos Santos Araújo 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A massificação do trabalho docente

Antes pensava a massificação do trabalho docente apenas no que se referia a Educação a Distância. Hoje, percebo mais uma semelhança para mostrar que Educação a Distância é Educação e não deveria aparecer como modalidade de ensino na LDB n.9.394/96. 


Observe que Educação na LDB n.9.394/96 abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais (Art. 1º). 

 Agora pense: O que difere esse conceito do apresentado pela LDB de EAD?  

Seriam os dispositivos tecnológicos!? O que se diferencia são os recursos utilizados. Apesar que, os mesmos recursos, muitas vezes, são utilizados no que se intitula “educação presencial”. Por que se apresenta “massificação do trabalho docente”?

O professor na EAD se intitula com diversas nomenclaturas que, em sua maioria, a desconsideram sua constituição como PROFESSOR. Então, pensemos: O que é ser professor? Qual o papel do professor? 

A massificação ocorre ainda quando “descarregam” sobre o professor quantidade de aulas absurdas. 

Vocês sabem o que é uma aula? O que ela demanda? Primeiro planejamento...Um professor não ministra suas aulas apenas seguindo livro didático. Estudos. Relação professor-aluno Contextualização com a vivência dos alunos e com a instituição. Entre tantas outras... 
 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Daqui há pouco, nosso painel "POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E PROCESSOS FORMATIVOS"

Logo mais, às 15 horas no SEBRAE (SEB)/SALA 03 estaremos apresentando aqui no XVII ENDIPE o painel "Políticas públicas educacionais e processos formativos", com as apresentações: 


1)A precariedade está hoje por toda parte: o trabalho docente na UAB – Cláudia Helena dos Santos Araújo/Joana Peixoto (KADJÓT)

2)Contextos de apropriação tecnológica e pedagógica do laptop na prática de professores em formação no Projeto UCA – Maria Cristina Lima Paniago/Katia Alexandra de Godoi e Silva (GETED)

3)Inclusão digital, conhecimento e cidadaniaMirza Seabra Toschi (REPPID)
 
Convidamos a todos para participar de boas discussões.
KADJÓT + GETED + REPPID = VALE A PENA PARTICIPAR!Wordle: nuvem words
 
 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NÃO-FORMAL NO CONTEXTO HISTÓRICO E CULTURAL DA CIDADE DE GOIÁS












Este estudo tem como tema a construção do conhecimento não-formal no contexto histórico e cultural da Cidade de Goiás e o objetivo geral é evidenciar a relevância do envolvimento coletivo do ser humano para culminar na preservação e promoção da identidade cultural vilaboense, pela contínua articulação de experiências acumuladas, sob o enfoque não-formal. A partir da perspectiva sócio-histórico-cultural, o processo de aprendizagem é construído através de etapas de construção, desconstrução e reconstrução do conhecimento. E a abordagem das relações entre o conhecimento e a educação pressupõe a análise preliminar sobre o lugar do conhecimento no todo da existência humana. Nesse âmbito, a função substantiva do conhecimento é intencionalizar a prática mediadora dessa existência, por meio de uma intensa rede de relações sociais formais, informais e não-formais, que tece universalmente a existência real do indivíduo, em particular, num contexto tombado como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Nesse sentido, propôs-se edificar as abordagens relativas à construção do conhecimento não-formal mediante a investigação do patrimônio (i)material, considerado berço da cultura goiana. Foram realizadas, como estratégias metodológicas, entrevistas com habitantes da cidade e observações do universo do trabalho individual e coletivo, da sociedade e da cultura vilaboense, no primeiro semestre de 2005. A escolha da Cidade de Goiás como objeto de estudo envolve questões que norteiam o fato da ausência de produções científicas relacionadas ao patrimônio intangível local, visto que a representação do “saber” envolve relações sociais, históricas e culturais que ocorrem por vias institucionais e organizacionais não-formalmente. As abordagens teóricas foram arquitetadas em Arantes (1990), Afonso (1989), Becker (1993), Chagas (2003), Cuche (2003), Fonseca (2003), José Luiz dos Santos (1994), Leite e Ostetto (2005), Libâneo (2004), Park (2000, 2003), Sacristán (1998), Sant’anna (2003), Santos (2003), Simson (2001), Sodré (1983) e UNESCO (2004), que contribuíram para alicerçar as definições teórico-metodológicas e a discussão sobre conhecimento não-formal, contexto e identidade sócio-histórico-cultural e patrimônio e memória vilaboenses. A conclusão desse estudo vem reafirmar as várias facetas do ensinar e do aprender, não somente como resultado de um processo sistemático, mas como fruto das relações humanas intangíveis naquele Patrimônio. O conhecimento tem suas bases sedimentadas na experiência coletiva acumulada, que estrutura a cultura de uma sociedade. Assim, o acúmulo, a reorganização e a sintetização dos valores humanos tem no processo não-formal de ensino um grande suporte que garante, pela contextualização do objeto do saber, o sustentáculo das articulações do envolvimento coletivo humano no cenário da antiga Vila Boa.

Cláudia Helena dos Santos
Grazielle Aparecida de Oliveira Ferreira
Margarida do Amaral Silva

Observação: Trata-se de um resumo expandido de uma pesquisa realizada em meados de 2005 (vou confirmar a data). O artigo completo encontra-se com as autoras. O mesmo foi apresentado na Reunião da Associação Brasileira de Antropologia.

sábado, 30 de março de 2013

Um olhar sobre o desenvolvimento das crianças. DEIXE A CRIANÇA SER CRIANÇA!


20 Great Ideas for Creative Play for kids these school holidays
Fonte imagem: www.sheinspires.com.au



Uma das grandes inquietações das famílias estão relacionadas ao desenvolvimento das crianças. 



A lógica da Educação Infantil e da Educação, de modo geral, é de uma visão neoliberal que atenda aos mercado de trabalho.

Isso quer dizer que as crianças que deveriam estar vivendo a infância em sua totalidade, estão sendo inculcadas em “preocupações” se estão acompanhando os colegas e professora em suas atividades na escola.


PAREM FAMÍLIAS E ESCOLA! PENSEM EM QUE SER ESTAMOS FORMANDO? OLHEM AO REDOR...


Vocês sabem o objetivo da Educação Infantil? Segundo o Referencial Curricular para a Educação Infantil trata-se da primeira etapa da educação básica  que pensa na formação de crianças com desenvolvimento integral de suas identidades onde crescerão como cidadãos com direitos à infância. Nesse caso, as instituições educativas devem estar mais atentas ao seu objetivo socializador, de modo que as crianças ampliam os conhecimentos de sua realidade social e cultural.

APENAS PARA NÃO SE AFLIGIREM! Não transforme a criança em um pequenino ansioso.

NÃO O PREENCHA COM INÚMERAS ATIVIDADES, organizando a agenda dos pequeninos com horas sempre ocupadas.


AONDE ESTÁ O TEMPO DA CRIANÇA BRINCAR NO PARQUE OU COM SUA FAMÍLIA? SENTIR A AREIA? ESCORREGAR NO ESCORREGADOR, FAZER SEU CASTELO DE AREIA, BRINCAR COM OUTRAS CRIANÇAS? Isso sim é socializar! E não coloque essa responsabilidade apenas na escola.


Famílias, vocês conhecem os benefícios de um momento como esse?

Além de cognitivo, da formação intelectual e cultura da criança, elas se desenvolverão na coordenação motora, na construção conceitual, na criatividade, entre outros. Temos ainda os ganhos de desenvolver a sensibilidade, as relações interpessoais, sua visão de mundo, sua relação interior consigo mesmo, SUA PULSAÇÃO DE FELICIDADE...

Ah esse é um momento único. E sabe o melhor? A construção de valores e a melhor interação com a família.

Respeitem o desenvolvimento temporal da criança. Não a pressione para que tenha uma atividade linda e completa na escola. Valorize suas produções. Elogie. Apoie no que ela precisa. Mas acima de tudo deixa que ela perceba que você está ao lado dela. 

Para quem tiver interesse em conhecer o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, CLIQUE AQUI



Profa. Ms. Cláudia Helena dos Santos Araújo
Docente IFG Câmpus Anápolis
Doutoranda em Educação
Pesquisa financiada pela FAPEG
  


 

Referência:

Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil /Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Professora é demitida ao publicar fotos de sala com goteiras


 A professora de uma escola pública em Imperatriz (MA), que divulgou no Facebook fotos denunciando as más condições da sala onde dava aula, recebeu no último dia 26 um documento comunicando o encerramento de seu contrato com a prefeitura por ato de conduta incabível. As fotos mostram o teto da escola Guilherme Dourado cheio de goteiras e alunos usando guarda-chuvas para se proteger da água. Reportagem exibida no SBT Brasil. 

Fonte: Site UOL

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em tempo real...Seminário Internacional

Estou, nesse momento, no Seminário Internacional "Ensino, desenvolvimento humano e diversidade sociocultural: a abordagem radical-local" realizado pelo Programa de Pós-Graduação da PUC Goiás; Mestrado em Educação em Ciências e Matemática da UFG e pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Didática - CEPEDI.

Conta-se com a presença dos palestrantes:
* Seth Chaiklin (University of Bath
* Marianne Hedegaard (University of Oxford/ University of Copenhagen)


Muito bom! Depois conto como está sendo e deixo algumas considerações apresentadas.

Abraços,
Cláudia

domingo, 22 de abril de 2012

PARTICIPEM! COLÓQUIO “Desigualdade educativa e aprendizagem escolar"

COLÓQUIO “Desigualdade educativa e aprendizagem escolar"

Convidamos professores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação da PUC Goiás e demais interessados de outras instituições de ensino, para o Colóquio “Desigualdade educativa e aprendizagem escolar“, promovido pela Linha de pesquisa “Teorias da educação e processos pedagógicos” do PPGE/PUC Goiás.

Data e local: 24/4/2012, terça-feira, das 8h30min às 17h30min, no auditório da Área III da PUC GO (Arquitetura), no mesmo prédio onde funciona o PPGE).

Programação:

8h30min às 11h30min: Palestra -  Desigualdade educativa e aprendizagem escolar
Prof. Dr. Marcos Cezar de Freitas (Professor Livre-docente da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; Coordenador do Programa de Pós-Graduação Educação e Saúde na Infância e na Adolescência; Pesquisador do CNPq).

14h às 17h30min: Mesa Redonda - Desigualdade educativa e aprendizagem escolar: aspectos extra-escolares e intra-escolares
Integrantes: Profa. Dra. Elianda Figueiredo A. Tiballi, Profa. Dra. Joana Peixoto e Profa. Dra. Raquel A. M. da Madeira Freitas.
Moderador: Prof. Dr. José Carlos Libâneo.

Realização:
Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC GO
Coordenação: Linha de Pesquisa Teorias e processos pedagógicos

Apoio:
Centro de Estudos e Pesquisas em Didática (CEPED)
Colaboração: Profa. Dra. Sandra Valéria Limonta (UFG) e Profa. Ms. Eliane Anderi (UEG)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Redes Sociais e Escola: Proibir!? Penso que não.

Vídeo que fala um pouco sobre proibir ou não o uso das redes sociais em comunicação com a escola. Infelizmente a gravação não é das melhores, mas dá para entender a mensagem. 

Por Profa. Ms. Cláudia Helena dos Santos Araújo 
Doutoranda em Educação - PUC/Goiás
Editora do blog


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Reforma proposta pela Secretaria Estadual de Educação em Goiás

Repassando.
Ana Lúcia da Silva. Coordenadora do CCEC

Gostaria de compartilhar algumas reflexões...

Fazendo algumas contas simples, que segundo a minha avó, os governantes não devem ter feito nunca:

Sou professora de Educação Física na Rede Estadual de Educação de Goiás e tinha 2 aulas semanais em cada turma. Para ter uma carga horária de 40 horas semanais (28 aulas + planejamento) eu precisava ter 14 turmas (14 diários e 14 turmas x 40 alunos x 4 bimestres de provas para corrigir por ano). Com todas as novas mudanças propostas e implantadas pelo governo de MARCONI PERILLO e seu secretário de educação THIAGO PEIXOTO, para continuar com o mesmo salário(pois receberei o piso e perderei minha gratificação por titularidade) terei que ter 28 turmas, já que com a nova matriz curricular, a educação física passa a ter 1 aula semanal. Outra mudança é que a partir do próximo ano, os alunos devem ser avaliados com 3 instrumentos por bimestre, obrigatoriamente com o mesmo peso (serão três notas valendo de 0 a 10 que resultarão na média do aluno). Tudo isso significa que terei 28 turmas x 40 alunos por turma x 3 provas por bimestre x 4 bimestres, ou seja: 13.440 provas por ano.

Se dividirmos essa quantidade de provas por 365 dias do ano, terei que corrigir 36,8 provas por dia, inclusive nos feriados, finais de semana, férias, aniversários, natal e etc...

Mas caso eu queira trabalhar apenas nos 210 dias letivos, terei que corrigir então 64 provas por dia!!!

AH!!! FORA AS PROVAS SUBSTITUTIVAS QUE OS ALUNOS TERÃO DIREITO CASO NÃO ALCANCEM NOTA 5 EM CADA INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO!!!

Me respondam em que horário eu planejarei minhas aulas, em que horário dormirei, comerei, namorarei, viverei???

Isso é vida?? E ainda dizem que os professores são "folgados" e marcaram a última prova pro dia 8 de dezembro pra ficarem à toa nos últimos dias letivos... Agora na reta final, estamos fazendo conselho de classe e tentando "salvar a vida" dos alunos que não fizeram nada durante todo o ano, já que agora não podemos sequer reprovar alunos.

É ou não é pra ficar indignada???

BRASIL um país de poucos!!!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Professores reclamam de cálculo da nova tabela de salários, em Goiás

Profissionais denunciam que Estado incorporou gratificações por cursos.
Secretaria de Educação alega erro de interpretação por parte da categoria.
 
Os professores da rede pública de ensino estão revoltados com o novo plano de carreira. A categoria questiona a forma como foi feito o cálculo do novo piso salarial e alegam ter ficado no prejuízo.
Segundo os educadores, para equiparar o salário no Estado ao piso nacional (R$ 1.450 mensais), em cumprimento a uma lei federal, a Secretaria de Educação incorporou benefícios. "Não teve aumento salarial. Isso é uma mentira. Simplesmente pegaram as nossas gratificações por cursos de pós-graduação e agregaram", diz a professora de filosofia Diane Rocha.
O piso é o valor mínimo que, por lei, deve ser pago ao professor. O que a categoria denuncia é um possível erro no cálculo. Os profissionais esperavam que as gratificações fossem mantidas, somadas ao valor do piso.
Para os professores, o novo plano de carreira desestimula o profissional a continuar estudando. O aumento do salário para quem faz mestrado, segundo eles, caiu de 40% para 10%.
Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica da Secretaria de Educação, Rapha Gomes Alves alega que houve um erro de interpretação por parte dos professores. Ele garante que a gratificação pelo mestrado é a mesma de antes, 40%, e também nega que eles tenham perdido com o novo cálculo.
A explicação não convenceu os professores. Eles prometem um protesto, às 7h30 de quinta-feira (12), em frente ao Palácio do governo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Educação Estadual em Goiás: Luto ou Vergonha!?

Creio que a Educação Pública Estadual está de luto em Goiás.
Hoje ainda, ouvi de uma professora que,  dedicou a vida inteira a estudar, aperfeiçoar, especializar com o objetivo de melhorar sua prática, que ganhou seu presente de Natal: Perdeu sua titularidade pois a mesma foi, de forma autoritária, incorporada aos seus vencimentos. 

Tal ato conseguiu desvalorizar aquilo que tanto buscamos: a formação de professores.
 
ACHO QUE A PALAVRA CERTA NÃO É LUTO, É VERGONHA!!!

Vergonha diante dos professores, alunos, pais, todos os atores escolares, ou seja, diante da população que, de forma ingênua, utilizou seu voto, quem sabe, de forma errada...
Mas quem mesmo é o Educador que esta por trás dessas "pseudo boas iniciativas" para a Educação!? Desculpem meus amigos, acabei de lembrar-me, temos é um economista, administrador, sei lá...Ou estou enganada!?
Lutem para não serem tomados pelos alienígenas da mídia. Eles querem te ver alienado!
A mídia e um espaço representativo de opiniões. Pensando de forma democrática, como normalmente se apresentam os candidatos a nos representar nas diversas esferas públicas, seria justo e democrático que os professores da Rede Estadual de Educação tivessem seu espaço na mídia de forma igualitária. Ocorre que isso demanda dinheiro (qual mesmo está sendo usado para tantas propagandas na televisão ? #curiosidade de cidadã) e, bem provável, eles não tem nem o dinheiro e nem o mesmo espaço para apresentarem a Educação no Estado de Goiás.
 
TOMEM CUIDADO! NAO ACREDITEM EM TUDO QUE LÊ OU OUVE.
 
Jargões como "Projeto do governo não prevê perdas salariais de professores"
Refletindo: O que o governo considera como "perdas salariais"?
Olha essa:."Professor valorizado - governo paga salário acima do piso nacional"
Refletindo: Eles sabem o que e piso nacional? E outra: incorporando as gratificações, dessas modo, com certeza, sairá na frente de outros Estados. Pior de tudo: nos passando mais vergonha.

Lembrando que a mídia não tem culpa de nada que está acontecendo. Ela está sendo paga e como boa capitalista e serva de poderes...divulga o que pagam e mandam.

Prefiro ficar com a frase do vídeo: VOCÊ ESCOLHE NO QUE ACREDITAR!


Apenas a título de lembrete: esse ano temos eleições. Vamos usar o instrumento democrático do voto para escolher políticos preparados e com desejo sincero de servir a população. Engraçado que esse momento que estamos vivendo me lembra aqueles políticos que surgem nas novelas e fazem graça com quem acreditou neles.

Ressalto ainda que esse espaço também é mídia e está aberto a todas as pessoas e opiniões, sejam elas contrárias ou a favor. Detalhe: Aqui não se cobra para se expressar!!!  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Redes sociais na Internet, crianças e jovens

A prática de educação quer dizer ao educador que ele precisa, diante dos discursos de crianças e jovens, buscar produzir novos sentidos, para então a partir de todo o estranhamento que tais discursos causam, levar o acontecimento à uma experiência, ou seja, a algo que nos acontece. 
Isso conduz à uma passagem pela memória, pelas tradições e pelas escritas. Em tempos de sociedade em rede (CASTELLS, 2005), às vezes ocorre a nítida impressão que nossas escolas estão em um território, e os jovens “estão em outra” como afirma Babin e Kouloumdjian (1989, p.7), estão em outro território. É necessário criar vínculos entre a escola, os jovens e a era virtual bem como adequar o currículo escolar para estabelecer uma ligação entre a educação e a comunicação da escola, entre a educação e a comunicação do mundo virtual da Internet e mídias.
Quando se fala em mídias, ressalta-se uma cena no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, dirigido por Peter Weir, em que o professor começa a rasgar a página de um livro e diz aos seus alunos para fazerem o mesmo. A princípio, essa cena pode causar estranhamento aos educadores, entretanto, é esse estranhamento que leva à produção de novos sentidos, à construção de novos significados, à preservação da memória e das tradições arraigadas no seio de nossa cultura.
As redes sociais, em particular, o Orkut e o Facebook, no início (ou até hoje), causaram esse estranhamento. A escola, espaço da educação formal, até mesmo sentiu-se ofendida com as transgressões dos jovens no espaço da Internet. O que não se permitia na escola, se concretizava nas mídias, surgindo comunidades no Orkut como “Eu odeio meu professor”; “Escola ou Presídio”; “Eu amo minha escola”, entre outras.
Esse estranhamento à escrita dos alunos nas mídias pode levar o educador à dimensão do desejo, ou seja, o desejo de avançar nas singularidades dos alunos em sua construção do conhecimento durante o ato educativo. Isso pode significar a possibilidade do educador se surpreender e produzir o estranhamento sobre os objetos, possibilitando a criação/construção de conhecimentos de seus alunos.

Por Cláudia Helena dos Santos Araújo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

GENTE ANÁPOLIS e CEFOPE PROMOVEM GRUPO DE ESTUDO ONLINE. PARTICIPE! FAÇA SUA INSCRIÇÃO

COMO INTEGRAR-SE AO MUNDO DIGITAL?

O GENTE (Grupo de Estudo Novas Tecnologias e Educação) é formado por professoras da rede municipal de educação de Anápolis e estuda temas relacionados com as novas tecnologias e educação, voltado para a realidade das unidades escolares de Anápolis. Desde dezembro de 2009, quando foi criado, o GENTE-Anápolis  já apresentou trabalhos em eventos científicos, ministrou palestras, workshops, oficinas pedagógicas, mini-curso e realizou estudo de obras de diversos teóricos e estudiosos do campo das tecnologias aplicadas à educação. 
O GENTE  - Anápolis  (@estudotec)  avança mais uma vez ao se unir com o Educar na Cultura Digital   (@educultdigital), que é um grupo de estudo  online  que faz parte do Portal EducaRede e compõe um ambiente interativo, que valoriza a troca de conhecimentos e experiências  entre educadores de todo Brasil, a partir de um tema de interesse comum:  A Educação e a Cultura Digital.  
 
Deseja fazer parte de  um grupo de estudo  online? 

Compartilhar conhecimentos sobre o que é Educar na Cultura Digital e de que forma podemos implementar essas ideias em nossas escolas? 
 
Então, faça sua inscrição enviando um email para genteanapolis@gmail.com com o assunto “Solicitação de Inscrição” e  escreva na mensagem seu nome e de que instituição você é. 
Desta forma você estará inscrito para participar do encontro “Como integrar-se ao Educar na Cultura Digital?” onde conhecerá o ambiente de estudo  deste grupo  online  e terá  oportunidade de acessar, sempre que desejar, todo material! 

O encontro acontecerá no dia  31/10/11  às  19 horas  no CEFOPE (Centro de Formação dos Profissionais me Educação de Anápolis) e você receberá uma capacitação para acessar o ambiente online de estudo e ter acesso livre a todo material disponível (textos, vídeos, links...),  tornando-se um membro do  Educar  na Cultura Digital, mais novo colaborador do GENTE-Anápolis em seus estudos. 
Obs.: Disponibilizaremos certificado para hora-atividade.

Venha fazer parte desse grupo de estudo e entender melhor como
é “Educar na Cultura Digital”.
Sua presença é muito importante para nós!

Maiores informações na:
Secretaria Municipal de Educação de Anápolis 
CEFOPE Anápolis
Avenida São Francisco, 880. Bairro Jundiaí
Fone: 3902-1183
@cefopeanapolis

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Texto completo sobre a Entrevista do Prof. José Carlos Libâneo ao jornal O Popular


Em primeiro lugar, gostaria de acreditar que o projeto de reforma educacional goiana fosse, de fato, uma iniciativa de educação para todos, na busca de políticas públicas de recuperação da escola pública goiana no sentido de melhores resultados da aprendizagem escolar dos alunos e que ao menos sua formulação final contasse com a participação dos professores e dirigentes escolares e dos setores da sociedade envolvidos com os destinos da escola pública.
            É conhecida a precariedade da escola brasileira. Os resultados das aprendizagens mostrados nas estatísticas oficiais são medíocres. Em Goiás a situação não é diferente. Precisamente para enfrentar esses maus resultados o governo do estado e a secretaria da educação lançaram pela imprensa (5/9/2011) um programa ambicioso de mudanças na educação goiana. O documento denominado Diretrizes do Pacto pela Educação – Reforma Educacional Goiana apresenta cinco pilares estratégicos, metas gerais e 25 iniciativas referentes a cada pilar, mas não traz uma exposição de motivos que justificam as Diretrizes. No entanto, uma análise das metas, estratégias e ações propostas não deixa dúvidas de que se trata de um modelo de intervenção diretamente inspirado na proposta dos organismos internacionais (Banco Mundial, OCDE, UNESCO, etc.) para a escola de países em desenvolvimento. No seu conjunto, as Diretrizes do governo goiano para a educação é uma reprodução clara da visão neoliberal economicista da educação que, basicamente, corresponde a uma política de resultados, com base na melhoria de indicadores quantitativos de eficiência do sistema escolar. Tal como já ocorreu em projetos semelhantes de reforma educativa nos estados de Minas Gerais e São Paulo nas últimas décadas (além de países da América Latina, como o Chile), trata-se de juntar a demanda da qualidade da educação com eficiência econômica, dentro de padrões empresariais de funcionamento, visando objetivos pragmáticos e instrumentais. No entanto, é sabido que as reformas efetuadas naqueles estados (e as implantadas em países latino-americanos) não tiveram êxito; ao contrário, a situação da educação piorou significativamente. A reforma agora anunciada em Goiás, cujas linhas gerais, metas e estratégias, não são novidades, pode seguir os mesmos caminhos caso não sejam revistos aspectos importantes do projeto.
            Uma análise crítica das Diretrizes precisa estar atenta a algumas considerações. É verdade que a qualidade da educação é condição para a eficiência econômica, e é essa a motivação que está por detrás dessa reforma educativa goiana. Também é fato que o planejamento estratégico para a educação necessita a previsão de resultados e meios de obtê-los. Mas os educadores comprometidos com os reais interesses dos alunos da escola pública e suas famílias perguntam: Que qualidade? Que eficiência econômica? De quais resultados e processos se trata? Qual é a concepção de desenvolvimento humano e de desenvolvimento social e econômico que estão por detrás das propostas? Respostas a estas perguntas fornecerão os critérios de diagnóstico, análise e busca de soluções para os problemas da educação.
            Vários educadores brasileiros já apontaram o fato de que, desde o governo Collor, passando pelos governos FHC e Lula, as políticas educacionais brasileiras já eram uma política de resultados de inspiração neoliberal. No entanto, este programa do governo de Goiás pode ser considerado um programa requintado da política de resultados, como forma de regulação do sistema escolar. Além do mais, para um governo que declara que gasta muito com educação com pouco resultado, é surpreendente que o documento da reforma tenha sido resultado de contrato com uma empresa multinacional, a Bain & Company, especializada em consultoria de gestão, negócios e resultados financeiros, contrato esse ofensivo e acintoso para a comunidade científica e profissional do campo da educação do Brasil e de Goiás.
            A despeito de eu não concordar com a concepção de desenvolvimento humano (apenas implícita no mencionado documento) e as estratégias de intervenção nos problemas da escola considero, no entanto, legítimo o direito da secretaria da educação de formular as Diretrizes, ainda mais por se propor a discuti-la publicamente com as escolas, comunidade e sociedade. Inclusive, há aspectos da proposta que, se efetivamente postos em prática, podem contribuir para a melhoria da escola pública. Tratando-se, pois, de uma proposta oficial, vinda do órgão que tem a responsabilidade social e financeira de manter as escolas, é preciso conhecê-la, criticá-la, mas, também, indicar os pontos em que a sociedade quer vê-la modificada.

Leia o texto do Prof. José Carlos Libâneo na íntegra, clicando abaixo:

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Intervenção no NTE Anápolis-Goiás

Texto da Profa. Izildinha Aparecida Almeida Porto. Leiam com atenção!


A luta pela justiça iniciada pelos professores do NTE, não pode ficar sem resposta. A intervenção foi decretada, a eleição suspensa, a diretora foi afastada do cargo, mas também a candidata Christiane colocada à disposição, porém ela não está sendo processada, não fraudou a eleição, não coagiu ninguém!!!
O módulo continua como estava. Pessoas que não têm Especialização em Tecnologias em Educação, e outras que trabalham em outras redes e não têm disponibilidade para cumprir 40h, continuam no NTE, enquanto que professoras capacitadas, competentes, conteudistas de cursos como o Biblioteca um Tesouro a Explorar, foram colocados à disposição. Que justiça é essa?