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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

CONVITE! FEIRA LITERÁRIA ANAPOLINA


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Levei um tempo para ler você, Clarice Lispector

Algo me dizia (no íntimo) que identificaria com suas palavras. Afinal elas estão repletas de atos, de sentimentos, de um mundo, de desejos...
Preferi, antes de tudo, ver seus poemas no youtube e sua entrevista. Nossa... Em sua entrevista você se dizia alegre, que estava apenas cansada e não triste.
Mas senti em sua face uma profunda tristeza, dor sem fim. Não creio estar enganada. Afinal, mulheres além de seu tempo sofrem com a dor de “serem julgadas” por sua vida atemporal.
Não posso dizer que nunca a li. Li “A hora da estrela” e lembro exatamente quando você diz que é melhor coser para dentro que para fora. Uau! Que frase! Quando li tinha apenas 14 anos e, mesmo sendo amante das letras, não a compreendi direito. Só senti o que sempre ficou em meu coração: sentimentos!


Agora, “cá estou eu”, lendo “Correio Feminino” e, honestamente, sentindo que você figura uma imagem feminina que vai de encontro a uma perfeita dona de casa. 

Precisei ler alguns dos seus estudiosos para perceber que não é preconceito, mas uma reconfiguração da ‘mulher feminina’. Você diz toda uma verdade que, mulheres como eu, hesitam em aceitar, mas reconhecem que é importante e necessário.

Quero lê-la! 
Fonte:

Fonte:

Ler por entre seus olhos, sua face... Você pede para te decifrar, mas nunca concluí-la. Também sou assim Clarice – se me permite a intimidade (com todo respeito).
Sou uma mulher que busca o mundo, não apenas em um globo, mas o mundo nos gestos, na intensidade de um coração, nas dores e nas alegrias de uma alma, no diálogo com todos os seres vivos.
Ah... Como é bom conversar com meu peixe Bob: Ele me entende! Claro...isso não é ironia, isso é uma verdade apenas vivida por quem participa dessa linguagem, desse momento, desse momento.

Sou intensa e pouco compreendida,
Quero as flores
Quero os espinhos
Quero o amor
Quero sentir aquele calor que arde dentro de mim
Quero olhar o mundo com olhos de liberdade
Liberdade, eu te convido
Eu te ordeno a me amar
A me encontrar
Aonde estiver

Clarice você reconhece essas palavras!? Talvez não, essas são minhas. Uma leitora sua que entende um pouco do que você sentiu. Viver é tão efêmero que dói saber que estamos deixando a vida passar por nossos olhos, sem, contudo, abrí-los! Ai como diria alguns “que sentimento mais mundano”, mais é meu e isso ninguém me tira.

Sou asas, sou avião,
Sou pontos de interrogação
Sou uma flor no alto da montanha
Posso me chamar de Lírio
Ou de Paixão

Querida Clarice, vou te conhecer melhor. Acho que estou me apaixonando por suas tão verdadeiras, reais palavras. Preciso de você para continuar flutuando, sem os pés no chão, mas com a mão no coração.

Me entenda! Agora sua amiga e quero ser muito sua amiga.
Me perdoe se fui indiscreta e íntima demais, mas suas obras estão me chamando para estar ao seu lado...Como diz você mesma, não fui feita para ser entendida, nem concluída, mais para ser amada. Ou não. Ame se quiser, mas eu estarei sempre aqui decifrando letras, criando códigos, escrevendo nas entrelinhas.

Ah... Lembrei de outra frase. Um dos estudiosos de você Clarice disse que quando enviava seus textos para revisor, pedia que não mudasse nenhuma vírgula. Elas faziam sentido para você e deixariam de ser você. Pena que poucos compreendem que as nossas vírgulas, Clarice, estão no lugar certo.

Um abraço de uma nova leitora


domingo, 18 de março de 2012

Uma nova tendência criada pelo amigo Fábio W. Sousa @ FACECONTO

É bem interessante o modo como as redes sociais podem ser utilizadas. Você pode fazer delas um diário virtual contando desde seu acordar ao deitar, mas também pode divulgar seu trabalho, sua carreira. Tem inúmeras utilidades para as redes sociais, mas essa que meu amigo Fábio criou foi fantástico...o FACECONTO
É no próprio facebook. Ele é um escritor mineiro e quase anapolino, ou o contrário. Membro da Academia Anapolina de Letras. Fábio pode me corrigir se estiver errada. E gosta muito de escrever. Tem seu blog há muitos anos, mas há algum tempo deixou de postar. Penso que seja a bendita da "inspiração"que voltou com toda força agora e ele está no FACECONTO. 
São bem interesssantes suas histórias, contos do cotidiano, do dia a dia, bem realista ou às vezes, fantasiosas. Vai do leitor uma viagem bem interessente para as escritas do Fábio: LER e INTERPRETAR, cada um ao seu modo.

E, como ele autorizou publicar em meu blog os seus contos, decidi começar por esse. Prestigiem e para quem quiser ler e conhecer mais sobre o Fábio, basta adicioná-lo no Facebook (Fabio W. Sousa). Vale a pena!

Jiló

E no que se refere aos personagens que povoam nossa imaginação, e que na minha vida não passaram despercebidos veio à tona um tal Jiló! Jiló era um rapaz afeminado que tinha lá em São João Del Rei, poucas pessoas devem se lembrar do Jiló. Há no mundo muito pouca sensibilidade para o poético, para o artístico, e Jiló era um artista, numa época em que se falava muito de uma Nova Era e que os hippies tentavam conquistar certa liberdade, das janelas podia-se ouvir o som de Creedence, de Nazaré... E lá vinha a Rosemary, que era como Jiló gostava de ser chamado, requebrando em cima do seu corpo franzino, com seus cabelos dourados e encaracolados. Jiló era um viadinho diferente, por que ele andava com uma bonequinha de plástico embrulhada com se fosse um bebê de verdade, e quando questionado dizia:
__ É o meu bebê, olha pra você vê! E depois saia rebolando tal qual uma criança feliz __ Parabéns jiló, pela sua coragem, pelo seu afeto.
Jiló foi brutalmente assassinado, acho que o caso nunca foi desvendado pelas autoridades local. Detalhe: Era uma excelente quiromancista, fez a alegria de muitas mulheres que lhe davam uns trocadinhos para que ele lesse suas mãos. Imaginem quantos amores não foram unidos por Jiló!

 
By: Fabio W. Sousa

segunda-feira, 13 de junho de 2011

123 anos de Fernando Pessoa!

O português Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, completaria 123 anos neste 13 de junho de 2011 caso ainda estivesse vivo. Pessoa foi um dos principais poetas da Língua Portuguesa, ajudando a formar a literatura e o vocabulário de nossa língua.
Nascido em Lisboa, Fernando Pessoa foi criado em Durban, na África do Sul, onde viveu dos 6 anos até os 17. Por lá, aprendeu a língua inglesa, a partir da qual traduziria poemas para o português e criaria grande parte de sua produção artística (segundo a Wikipedia, três de suas quatro obras reconhecidas – 35 Sonnets e English Poems I e II – contra apenas um livro publicado em português – Mensagem – este no ano anterior ao de sua morte).
Mesmo com tanta produção em inglês, sua produção em português não deve ser negligenciada. Na verdade, seus textos em nossa língua estão dispersos pois colaborou com vários meios diferentes, inclusive a Revista Atena, da qual foi diretor. Fernando Pessoa também não se limitou a essas duas línguas, tendo produzido poemas também na língua francesa.
Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, sua cidade natal, em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, de cirrose hepática. O Google publicou um doodle nesta data de seu aniversário, em sua homenagem.

 Fonte: http://sobreisso.com/2011/06/13/123-anos-de-fernando-pessoa/