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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Bom dia, boa noite!

 Hoje, escrevendo um pouquinho do que representam os meus dias, eu acordei intensamente, correndo, com muitos minutos de atraso. Me arrumei, passei o velho protetor solar de sempre (mesmo com o dia chuvoso) e fiz um treino intenso, movendo cada elemento muscular do meu corpo. Finalizei um treino que, modéstia à parte, foi com muita dificuldade e, ainda assim, tive a oportunidade de conversar e cumprimentar algumas pessoas que alcançaram muitas conquistas na vida.

E foi aí que eu vi que a “conta” não é que não fecha, ela fecha em outro ritmo. Porque essas mesmas pessoas que sustentam um olhar aparentemente tranquilo, em algum momento do processo, também desaceleraram. Gozado isso, não é!? Elas me aconselhavam a desacelerar e hoje eu entendo melhor o ponto, desacelerar não é desanimar, não é esfriar sua temperatura, não é abandonar. É seguir o caminho com lucidez.


Eu agradeci a elas, porque 2026 realmente entrou com um processo de desaceleramento, nunca de esfriamento, mas de um olhar diferente para tudo aquilo que é necessário ser feito. Um olhar diferente para a coletividade.


Um olhar que ainda acredita nas mudanças que são necessárias para um mundo melhor, mas que também é um olhar respeitoso para a minha existência.

É muito bom saber que conseguimos dar um bom dia e sustentar o boa noite, como se tivesse tomado um energético natural. É isso! Viva a vida com todas as turbulências. E, se houver turbulências, coloca o cinto que parece ser chamado de segurança e vai com medo mesmo.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Conversas com Clarice Lispector

 

Olá, Clarice!

Não ouso perguntar como está. Talvez hoje não seja um dia para isso. As visões singulares respondem por nós.

Sei que não está fácil. Veja que sempre falei a respeito da vida, cores e flores. Mas compreendo que as dores estão maiores. Mas ainda temos a vida. Pensei em pincelar com cores bem vibrantes, tipo aquarela, mas meus pincéis e minhas tintas estão fracos e granulados.

Sei que vamos seguir em frente. No seu ano de aniversário, vivemos assim. Não fique triste nem melancólica (sei que você ficava). Estamos brindando as forças bebendo de suas poesias e escritas. 
Hoje mesmo me embebedei de você. Suas falas na obra “O Tempo” me aconselharam a ser um “eu” que tiver de ser, mas acho isso complicado.

Se você estivesse aqui, provavelmente entenderia.

Tem dias que estou fleumática de manhã, melancólica à tarde e esperançosa à noite. Chega a ser engraçado, mas os sentimentos são infantis também. Essa é a melhor parte de mim, a capacidade de ver o mundo com os olhos de crianças. Também limitei meu espaço, o que me fez pensar: o que é o espaço?

Tentei vibrar o mundo pelos museus  virtuais. Estou tentando fazer dar certo, mas as lembranças dos lugares que fui me dizem que voltarei.

É isso!

Farei uma lista de onde estive, não mais de onde gostaria de ir. Voltarei em cada lugar, levarei uma rosa com gratidão pelo tempo em que lá desfrutei de uma alegria intensa.

Nossa conversa seria longa, mas minhas lentes à distância me chamam para o tão perto local em que estou.
Onde estou mesmo?
 
Até nosso próximo encontro!
Cláudia


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Eis-me aqui!

Eis-me aqui depois de algum tempo...

A trajetória pode ser longa, mas o caminho regado a pedras, pode esconder uma flor.
 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Origens e fundamentos do materialismo histórico dialético

Origens e fundamentos do materialismo histórico dialético – Revolução industrial, classe trabalhadora, são os fundamentos do materialismo)[1]

Cláudia Helena dos Santos Araújo[2]

A teoria histórico-cultural tem seu surgimento marcado pelo marxismo. O que torna relevante uma retomada histórica e filosófica.
A teoria marxista, observada em seus aspectos fundamentais, tais como a concepção materialista dialética da realidade, apresenta a visão de kark Marx (1818-1883), que teve sua obra determinada por fatos políticos, econômicos e históricos do contexto em que vivia. Esse momento, fortemente marcado pelo impulso desenvolvimento do capitalismo, é caracterizado por intensas mudanças na classe dos trabalhadores, que lutavam por transformações de cunho socialista. Essas reivindicações não eram favoráveis à burguesia, que sugeria transformações menos radicais. A partir desse contexto, a obra marxista se desenvolve, analisando o momento histórico, econômico, político e filosófico.
            A concepção marxista de homem remete a um ser que atua consciententemente sobre a natureza. É um homem que procura construir a si mesmo e satisfazer suas necessidades a partir da construção objetiva que realiza do mundo. Os homens se relacionam com a natureza, de onde se extrai os meios de produção e os objetos de trabalho, e se relacionam entre si, mediante as relações sociais de produção. Essa relação com a natureza se faz a partir do momento em que o homem extrai da mesma, os seus meios de produção e seu objeto de trabalho. Nessa conjuntura, o homem estabelece relações sociais com outros homens, criando a organização do trabalho. É o que chamamos de infra-estrutura. Conforme Rosa e Andriani afirmam

juntamente com esta infra-estrutura desenvolve-se um conjunto de idéias que a expressam e servem para a reprodução do sistema. Este conjunto de idéias corresponde à superestrutura da sociedade, isto é, sua instância política e ideológica” (2002, p.262).

            Desta maneira, entende-se que a infra-estrutura determina a superestrutura, ou seja, os homens são movidos pelas relações sociais, políticas e produtivas que estabelecem. Percebe-se o homem como produtor de bens materiais, de relações sociais, de conhecimento e de si mesmo.
É interessante afirmar que nessa perspectiva dialética, tem-se como base da sociedade, as condições materiais reais que preexistem. Conforme a concepção materialista dialética da realidade “os fenômenos são constituídos e transformados a partir de múltiplas determinações que lhe são constitutivas...Concebe-se a realidade como matéria, havendo primazia do Ser sobre o Pensar” (Kahhale, 2002, p. 264).
            Chegando ao ponto necessário de nossa visão da teoria histórico-cultural e da teoria da atividade, é pertinente compreender em que consiste o processo de produção do conhecimento. Conforme a concepção analisada, este deve partir do real, gerando um movimento de transformação dialética que tem como prioridade a transformação e emerge a partir do princípio da contradição. Desta maneira, a produção do conhecimento ocorre a partir do real. Assim, tem-se a dialética como método de produção do conhecimento. Para compreender melhor esta situação, observa-se o esquema construído:



            A psicologia sócio-histórica surge no início do século XX, na União Soviética. É uma vertente teórica da psicologia fundamentada na concepção materialista dialética, tendo como base de suas proposições o conhecimento do homem e sua subjetividade. Dentro dessa produção, destaca-se: Vygotsky (1896-1934), Luria (1902-1977), Leontiev (1903-1979), Davydov (1974).


[1] Material (rascunho) de apoio à aula na disciplina que engloba políticas educacionais e gestão escolar. Material não autorizado para divulgação, apenas para uso em aula.
[2] Professora e Pesquisadora no IFG Anápolis/GO.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Não desistir!



Essa postagem veio propositalmente para o início do blog e não para confissões. 

Na vida somos passageiros, uns de longa data
Outros passam na vida rapidamente, brilham e vão iluminar outros espaços.
O brilho não é tão simples. As conquistas, muitas vezes, nem são percebidas. Sabe o que importa? Saber que lutou, lutou, lutou e não desistiu.
Dizem que isso se chama VIDA. Ir e vir constante. Acredito também.
Desistir, decididamente, mesmo com todo cansaço, desilusões, talvez medo, NÃO.
NÃO DESISTIR!
LUTAR, AVANÇAR. Vai valer a pena!
O caminho é o que faz valer a pena. As pessoas que você convive, as aprendizagens que surgem, as lições nas entrelinhas, os erros que cometemos,  as oportunidades, as lágrimas seguidas de muitos sorrisos e as boas amizades que você faz.
Seguir sempre em frente, mesmo que hoje a dor tenha sido forte. Daqui há pouco será a superação de ultrapassar a linha de chegada. Não há primeiros lugares, nem melhores. Há alguém que venceu porque não desistiu de lutar. 

See you again! 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Mulher de todas as idades


Fonte: Diego Rivera (Nu - Frida Kahlo, 1930).




Com o tempo descobrimos que o melhor da vida são aqueles que nos amam "de verdade"
Que Deus realmente conduz nossos passos e muitas vezes  insistimos em buscar outros caminhos, fazer curvas, criar fronteiras 

Nunca fiz um diário. Até tentei, mas tive que escrever em códigos (alfabeto grego) para ninguém ler. 
Após os 30, percebi o quanto oscilamos. Meu Deus, meus hormônios entrarem em ebulição e disseram: Gata, agora vamos arrasar!!! E como arrasam...
Fiquei tão criança quanto as crianças 
Fiquei tão jovem quanto os jovens 
Espero ficar mais madura como aqueles que já trilharam um longo caminho 
Aos 30 descobri as cores, as flores, os olhares, as belezas naturais...Poderia ter apreciado antes!? Sim, mas sempre é tempo.
As cores são lindas, vibrantes, iluminam nosso estado de ser, nos deixam belos (por dentro e por fora)...Acreditem: todos os dias podem ter arco-íris! 
Use o laranja, usa o rosa, o amarelo, o vermelho, o lilás, o nude, tantas cores na paleta que você vai surpreender. 
Aos 33 anos, descobri que saúde não necessariamente representa estética, mas uma virtude, qualidade de vida. Em tempo: acho que poderia ter realizado essa descoberta antes. Descobri que o esporte é tão energizante e  te ajuda a sair de sua zona de conforto.
Correr...não sei até quando! Mais o que fiz até hoje me encanta, me surpreende e me mostra que sou capaz de seguir em frente 
Dificuldades!? Todos temos.
Sobre ser mãe, dedico a eles boas partes das minhas aprendizagens, dos meus sorrisos, dos meus encantamentos
Sobre ser esposa, amo te amar amando.
Sobre ser mulher: sei que ainda vou passar pela menopausa, sentir mais calor que já sinto e tantos outros sintomas, mais ainda assim: AMO SER MULHER! 

Com o tempo, você aprende que podemos realmente nos dar o prazer de fazer uma coisa de cada vez. Aprendi que a correria não vai te levar a lugar nenhum, mas lugar nenhum também pode ser algo interessante pra se ver.

Após os 30 você aprende que apreciar a natureza é algo contemplativo, algo tão caro que isso sim se tornou um objeto de luxo.

Aprendi que a melhor maquiagem é aquela que reluz o seu sorriso, aquela que apresenta um coração puro, verdadeiro e sincero.
Hoje sei que realmente o coração alegre formoseia o rosto.

Mulher de 36 anos 
E o que vira?
Só Deus sabe
Com certeza, grandes aventuras, muitas aprendizagens e muito amor. 

Dedico os 36 anos bem vividos às mulheres que  sabem realmente o que é ser mulher...


Por Cláudia Helena dos Santos Araújo

domingo, 22 de novembro de 2015

As flores por onde caminho


Com tempo você aprende que podemos realmente nos dar o prazer de fazer uma coisa de cada vez. 
Aprende que a correria não vai te levar a lugar nenhum, mas lugar nenhum também pode ser algo interessante pra se ver. 
Fotografia by @claudiahelena30 
#fotografia #asfloresporondecaminho #inspiration #flores #Deus #emalgumlugardomundo #nofilter

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma vida de meia-noite

Começo exatamente (exato mesmo) com o poema Relógio de Vinícius de Moraes:

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia

Bem assim...Todos os dias são passados da meia-noite. E um tal de tic-tac controla todo o tempo, dia e noite, noite e dia. Mais não permita que ele leve sua alegria.



sexta-feira, 31 de julho de 2015

Quem disse, disse o que?

Quem disse que temos que sermos sempre os melhores. Afinal, ser melhor é um conceito tão subjetivo que pode equivocar até o próprio dicionário.
Ser feliz? Quem disse? Disse o que mesmo sobre felicidade? Ela está em nós. No que fazemos. Na semente que plantamos e na colheita que realizamos. Na gratidão que se coloca diariamente em nossa face e que esquecemos de dizer: sou grato!
É que o famoso TEMPO nos diz tudo que devemos fazer. Quem disse que precisamos ser controlado pelo tempo? O que disseram sobre o tempo? Será ele tão valioso quanto os momentos vividos? Precisamos dele como um oráculo, mas para a paz, para o amor, para viver.
A cada dia parece (forte impressão) que temos uma ampulheta monitorando nosso tempo, nossos afazeres, nossas escolhas. 
Espera aí! Quem disse que devem e o que devem escolher para sua vida?
Ah...
Percorra seu próprio mapa. Diga sim e diga não. Peça aos elementos tempo, escolhas, felicidade para dar  licença que agora quem manda é você. Ninguém mais. 
Acredite e lute por seus sonhos, mas não seja escravo deles. Chega um momento em que eles perdem o sentido, simplesmente porque perderam a beleza das conquistas. 
(...)
Pausa para respirar! Acho que aqui falei do próprio autor.
(...)
Voltando...




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Que marca tem seu coração?

Frase boa para um longo dia de trabalho: me vejo pensando sempre sobre as atividades atuais. Tenho sonhos (e devaneios) de acreditar que nos corações existem apenas bons sentimentos.
O meu desejo para a vida de todos é que vivam bem, lutem por seus sonhos...
Mas sinto que a natureza humana induz o ser a desejar o contrário.
Deseje o bem! O resto é bem consequência. 

sábado, 14 de junho de 2014

"É uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de convencer. Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber" Lulu Santos - Apenas mais uma de AMOR. 

Ah...Lulu Santos, suas letras falam ao coração. Vem no exato momento em que você olha ao seu redor e diz "dá-lhe uma dose de Lulu, eu preciso". 

Estou aqui...caminhando para a madrugada. A sensação agora é de que estou nos últimos 15 minutos do segundo tempo, não de um jogo, mais da minha vida. Uau!

Sempre disse que a minha produção de doutorado teria música e poesia. Você passeou por ela o tempo. Te cantei e também chorei, mais também sorri muito, mesmo que parecesse fraqueza. E com relação às críticas que vivi...Ah...para essas recomendo uma boa dose de Lulu para aprender a viver.

Parecem palavras sem nexo, sem sentido...Eu gosto dessa coisa de viver a ideia abstrata rsrsrs

sábado, 31 de maio de 2014

Com certeza...Vou para o mundo!


Tomar um banho de chuva...Ui, Ai...Quer assunto!? Largo tudo e vamos para o mundo. #sqn De verdade, só que não.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Percepção

 
Fonte: http://www.picturetopeople.org/image_effects/photo-halftone/halftone-image-generator.html



Aquele homem se sentia cansado e sozinho.
Apesar de tanto lutar e lutar percebia que seus pés estavam arraigados no mesmo lugar.
Não lhe cabiam passos, mas dores.
Dores mais profundas, dores da alma.
Pediu ao seu coração um tempo de sossego,
Mas a vida lhe conduzia para sempre dificultar
Olhava as pessoas e não enxergava nelas uma gota de esperança
Recebia delas um sinal do fim, do adeus
Suas ações o conduziam, sempre e sempre, a se distanciar das outras pessoas
Da vida...
Mas a vida lhe dizia:  Me encare de olhos bem abertos! Ainda não terminei!
Seu grito de socorro eclodia mesmo sem sonoridade
Quanta dor aquele homem sentia
Quantas dores poderiam ter sido evitadas
Até que ele mesmo percebeu que procurou por todas elas
Que sair desse destino era decisão que somente ele poderia tomar
Mas como?
Ainda não sabia. O peso de uma alma sem cor estava grande demais
Mais olhou ao seu redor e pediu novamente à sua percepção uma libertação
Se o homem a encontrou? Ainda não. Mais a procura já o fez dar seus primeiros passos.

Por Somália Arruda

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Saudades...v1

Pensei em escrever sobre a consideração. 
Hoje descobri que a melhor companheira é a solidão. Mais não a solidão triste. A solidão de estar consigo mesmo. 
De respeitar seus momentos, seus conflitos, seus diálogos com você mesmo. 
Como é difícil estar nesse mundo onde valemos como mercadoria.
Parece melancólico. Mais é a verdade de quem enxerga o mundo com a necessidade de "coser para dentro" como diz Clarice Lispector.
Confesso que certos fatos nos transfornam, nós causam dor, sofrimento, mas como diz uma amiga, nós fazem crescer.
Crescer...

Mais o amor é real ou deveria ser.
Que saudades de quando a única. preocupação era brincar de.
Sonhos...vamos construindo e desconstruindo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Levei um tempo para ler você, Clarice Lispector

Algo me dizia (no íntimo) que identificaria com suas palavras. Afinal elas estão repletas de atos, de sentimentos, de um mundo, de desejos...
Preferi, antes de tudo, ver seus poemas no youtube e sua entrevista. Nossa... Em sua entrevista você se dizia alegre, que estava apenas cansada e não triste.
Mas senti em sua face uma profunda tristeza, dor sem fim. Não creio estar enganada. Afinal, mulheres além de seu tempo sofrem com a dor de “serem julgadas” por sua vida atemporal.
Não posso dizer que nunca a li. Li “A hora da estrela” e lembro exatamente quando você diz que é melhor coser para dentro que para fora. Uau! Que frase! Quando li tinha apenas 14 anos e, mesmo sendo amante das letras, não a compreendi direito. Só senti o que sempre ficou em meu coração: sentimentos!


Agora, “cá estou eu”, lendo “Correio Feminino” e, honestamente, sentindo que você figura uma imagem feminina que vai de encontro a uma perfeita dona de casa. 

Precisei ler alguns dos seus estudiosos para perceber que não é preconceito, mas uma reconfiguração da ‘mulher feminina’. Você diz toda uma verdade que, mulheres como eu, hesitam em aceitar, mas reconhecem que é importante e necessário.

Quero lê-la! 
Fonte:

Fonte:

Ler por entre seus olhos, sua face... Você pede para te decifrar, mas nunca concluí-la. Também sou assim Clarice – se me permite a intimidade (com todo respeito).
Sou uma mulher que busca o mundo, não apenas em um globo, mas o mundo nos gestos, na intensidade de um coração, nas dores e nas alegrias de uma alma, no diálogo com todos os seres vivos.
Ah... Como é bom conversar com meu peixe Bob: Ele me entende! Claro...isso não é ironia, isso é uma verdade apenas vivida por quem participa dessa linguagem, desse momento, desse momento.

Sou intensa e pouco compreendida,
Quero as flores
Quero os espinhos
Quero o amor
Quero sentir aquele calor que arde dentro de mim
Quero olhar o mundo com olhos de liberdade
Liberdade, eu te convido
Eu te ordeno a me amar
A me encontrar
Aonde estiver

Clarice você reconhece essas palavras!? Talvez não, essas são minhas. Uma leitora sua que entende um pouco do que você sentiu. Viver é tão efêmero que dói saber que estamos deixando a vida passar por nossos olhos, sem, contudo, abrí-los! Ai como diria alguns “que sentimento mais mundano”, mais é meu e isso ninguém me tira.

Sou asas, sou avião,
Sou pontos de interrogação
Sou uma flor no alto da montanha
Posso me chamar de Lírio
Ou de Paixão

Querida Clarice, vou te conhecer melhor. Acho que estou me apaixonando por suas tão verdadeiras, reais palavras. Preciso de você para continuar flutuando, sem os pés no chão, mas com a mão no coração.

Me entenda! Agora sua amiga e quero ser muito sua amiga.
Me perdoe se fui indiscreta e íntima demais, mas suas obras estão me chamando para estar ao seu lado...Como diz você mesma, não fui feita para ser entendida, nem concluída, mais para ser amada. Ou não. Ame se quiser, mas eu estarei sempre aqui decifrando letras, criando códigos, escrevendo nas entrelinhas.

Ah... Lembrei de outra frase. Um dos estudiosos de você Clarice disse que quando enviava seus textos para revisor, pedia que não mudasse nenhuma vírgula. Elas faziam sentido para você e deixariam de ser você. Pena que poucos compreendem que as nossas vírgulas, Clarice, estão no lugar certo.

Um abraço de uma nova leitora