quinta-feira, 28 de abril de 2016

A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO



A RELAÇÃO OBJETIVOS-CONTEÚDOS-MÉTODOS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO TEÓRICO

Nas aulas de Didática junto com meus alunos do 5ͦ período de Licenciatura em Química no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), tenho refletido sobre a relação entre o planejamento da aula, seus elementos constitutivos e  a formação do pensamento teórico-científico.

A partir dos estudos e das premissas da Teoria Histórico-Cultural e do Ensino Desenvolvimental acerca das ações mentais e do desenvolvimento de mapas conceituais como estratégia de ensino e aprendizagem para a formação intelectual do conceito, percebi que quando buscamos encontrar os elementos centrais do tema estudado e problematizamos com questões que nos levam a abstrair de tal conceito, a aprendizagem tem um significado diferente para os sujeitos educativos.

Os alunos desenvolveram mapas conceituais acerca de temas específicos da Química, fazendo uma relação da Didática, ou melhor, compreendendo que sem a Didática é complexo que os processos formativos tenham significado.

Ou seja, em minha tese no Doutorado, trabalhamos o mapa conceitual de Docência. Vejam:



Mapa conceitual para o conceito de docência.

Para chegar a essa mapa conceitual, levamos um tempo de reflexão e estudos. E, possivelmente, hoje, teria outro elemento com novas reflexões.

Muitos chamam os “mapas conceituais” de “mapas mentais”. Entendo como “mapa conceitual” por partir das características do Ensino Desenvolvimental proposta por Davidov e seguidores.

Ou seja, para a atividade do pensamento, Davidov propõe que sejam observados os seguintes passos:

1. Todos os conceitos que constituem as disciplinas dadas ou parágrafos-chave devem ser assimilados pelas crianças, examinando as condições materiais - objetivas da origem delas pelas quais elas se tornam tão necessários (em outras palavras, os conceitos não são ensinados como "fato do conhecimento").
2. A assimilação dos conhecimentos de caráter geral e abstrato precede o estudo dos conhecimentos mais particulares e concretos, estes hão de deduzir-ze como sua base única; este princípio decorre da orientação para esclarecer a origem dos conceitos e atende às exigências da ascensão do abstrato para o concreto.

3. Ao estudar as fontes materiais - alguns conceitos objetivos ou outros - os estudantes têm que descobrir, antes de tudo, a conexão geral, primordial, que determina o conteúdo e a estrutura de todo o objeto dos conceitos fornecidos.
4. Esta conexão é necessária para reproduzir os modelos, especialmente em metas, gráficos ou marcadores que nos permitam estudar suas propriedades "na forma pura".
5. Na escola, é preciso formar operações objetivas, especialmente as operações realizadas que podem elucidar o material de estudo e os modelos reproduzidos como objeto de conexão essencial, e, em seguida, estudar as suas propriedades [...].
6. Os estudantes devem realizar o objetivo e a execução destas ações no plano mental (1982, p. 444, tradução nossa).



Por essas e outras razões é que utilizo a nomenclatura de “mapas conceituais”. 


Nesse momento, estamos estudando origem, historicidade, questões iniciais da Didática e sua importância no processo de ensino e aprendizagem.


Em breve, faremos nossos mapas conceituais acerca do conceito de Didática. Após, outro mapa conceitual da Didática e sua relação com o ensino de Química. É relevante que se compreenda que a mediação é essencial durante todo esse processo. Ou seja, a intenção é uma atividade que caminhe do geral ao particular, com o intuito de observar e contribuir para a zona de desenvolvimento proximal (ZDP) do aluno.


Ou seja, nossa atividade de pensamento ainda tem um caminho a percorrer, mas que tem contribuído com a formação dos alunos.


Vamos lá! Avançar sempre...



REFERÊNCIA

DAVYDOV, V.V. Tipos de generalización en la enseñanza. Habana: Pueblo y Educación, 1982.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Nao sou obrigada a nada

Este blog destina-se ao que desejo que seja. 
Ainda o tenho como meu espaço.
Escrevo sobre moda, cultura, educação, artes, religião, o que desejar.
Enfim, vejam bem, não é "look do dia"...mas se quiser,  publico também.

PRONTO
FALEI

DESABAFEI


domingo, 17 de abril de 2016

Redes Sociais: dispositivos de comunicação e meios de organização do pensamento?

Redes Sociais: dispositivos de comunicação e meios de organização do pensamento?


Adda Daniela Lima Figueiredo, Cláudia Helena dos Santos Araújo, Moema Gomes Moraes




Resumo


Este artigo pretende discutir a escola no tempo histórico da era da informação. Para isto, a teoria do enfoque Histórico Cultural de Vygostky traz um olhar sobre aspectos relacionados ao desenvolvimento humano em momentos que se vive o fenômeno da desterritorialização provocado pela internet e a constituição de uma sociedade em rede, bem como as práticas pedagógicas que emergem dos processos educativos e comunicativos. Para contribuir com o olhar das situações reais, o suporte para a fundamentação teórica traz autores como Castells (2005), Costa (2005), Libâneo (2003), Lévy (1998; 1999), Ramal (2002), Tedesco (2004), Toschi (2005) e Vygotsky (2001). Neste texto é feito ainda um relato acerca de algumas situações que exemplificam as relações existentes entre alunos, professores, a escola, as múltiplas linguagens e manifestações presentes em redes sociais como: o Twitter, Orkut e Facebook.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

A FUNÇÃO MEDIADORA DE INSTRUMENTOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA ONLINE

 Convite à leitura do artigo :

A FUNÇÃO MEDIADORA DE INSTRUMENTOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA ONLINE

 De Joana Peixoto e Cláudia Helena dos Santos Araújo


Resumo: A prática pedagógica online aqui é analisada tomando por base a problemática da incorporação das tecnologias digitais em rede pelas políticas públicas educacionais, a massificação dos processos educacionais e a organização do trabalho pedagógico mediado por tecnologias. A adoção do modelo fordista pelo programa governamental para a EAD (Sistema UAB), a prevalência de referenciais teóricos baseados no campo da comunicação e a atribuição de uma centralidade nos aspectos técnicos orientam as reflexões aqui propostas. Diante deste posicionamento e com base na teoria histórico-cultural e seus desdobramentos, propomos uma reflexão sobre as tecnologias digitais em rede como mediadoras entre sujeitos e seu contexto.



LEIAM:  

A FUNÇÃO MEDIADORA DE INSTRUMENTOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA ONLINE

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Alunos de licenciatura em Química apresentam TCC´s


Com o final do ano letivo, diversos alunos do curso de licenciatura em Química defenderam seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) ao longo desta semana, de 22 a 26 de fevereiro.
Veja a lista dos alunos e seus orientadores:
Eloísa Rodrigues da Luz (Orientadora: Lidiane de Lemos Soares Pereira)
Eliane Cristina Silva Araújo  (Orientadora: Lidiane de Lemos Soares Pereira)
Naira Silva Pontes (Orientadora: Cláudia Helena dos Santos Araújo)
Amanda Lohanne de Miranda Luz  (Orientadora: Lidiane de Lemos Soares Pereira)
Priscilla de Moura Oliveira Borges  (Orientadora: Gracielle Oliveira Sabbag Cunha)
Ivana Maria Fernandes Machado (Orientador: Thársis Souza Silva)

Desafio
A apresentação do TCC é sempre um desafio para o estudante, motivo de inquietações e nervosismo. Naira da Silva Pontes Frazão foi uma das que viveu essa experiência, defendendo seu TCC na tarde do dia 25. Sua pesquisa foi intitulada “As Tecnologias na Licenciatura em Química: Mapeamento dos Usos por Professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás” e ela observou os usos das tecnologias realizados por docentes dos câmpus Anápolis e Inhumas.
Orientadora de Naira, a professora Dra. Cláudia Helena dos Santos Araújo elogiou o trabalho de sua orientada, ressaltando que a discente foi indicada para prosseguir seus estudos em nível de mestrado.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Anápolis

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Não desistir!



Essa postagem veio propositalmente para o início do blog e não para confissões. 

Na vida somos passageiros, uns de longa data
Outros passam na vida rapidamente, brilham e vão iluminar outros espaços.
O brilho não é tão simples. As conquistas, muitas vezes, nem são percebidas. Sabe o que importa? Saber que lutou, lutou, lutou e não desistiu.
Dizem que isso se chama VIDA. Ir e vir constante. Acredito também.
Desistir, decididamente, mesmo com todo cansaço, desilusões, talvez medo, NÃO.
NÃO DESISTIR!
LUTAR, AVANÇAR. Vai valer a pena!
O caminho é o que faz valer a pena. As pessoas que você convive, as aprendizagens que surgem, as lições nas entrelinhas, os erros que cometemos,  as oportunidades, as lágrimas seguidas de muitos sorrisos e as boas amizades que você faz.
Seguir sempre em frente, mesmo que hoje a dor tenha sido forte. Daqui há pouco será a superação de ultrapassar a linha de chegada. Não há primeiros lugares, nem melhores. Há alguém que venceu porque não desistiu de lutar. 

See you again! 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Quem fatiou o tempo?



Apesar de ser fã de Drummond, discordo por razões diversas:

1) Não se fatia o tempo, ele é ontológico.
2) Genial é aquele que fatiou o tempo? Não, genial é quem sabe que o tempo é por inteiro. 
3) Motivar o consumo: "industrializou a esperança". Ou seja, fatiou em datas repletas de presentes. Felicidade para o comércio. Tristeza para quem não tem como presentear ou mesmo "comer". 
O limite de exaustão são lojistas e comerciantes desesperados pelas vendas e não prejuízo. O limite de exaustão de todos que precisam comprar uma lembrança e a fatia do tempo não existe para eles. 
4) Quem disse que o ser humano precisa de 12 meses para se cansar? Há evidências científicas? Pode ser o tempo que for. Lógico, sem fatias, por favor. 
5) Qual seria o outro número? Precisamos descobrir? O milagre da renovação começa dentro de nós mesmos e não em números. Uma dose de humor: se ele pensou na industrialização da esperança, talvez, fizesse menção a Mega-Sena. 
6) Tudo pode ser diferente! Mas não pelo tempo fatiado, industrializado, vendido ou pela esperança de números. Mas pelo desejo de aprender, acreditar, viver o tempo, ter esperança no que deseja. 

Nada contra o grande poeta. Sou fã! Mas nesse poema, devo dizer que não concordo. 
Prefiro um tempo contínuo. 
O amanhã só existe enquanto continuidade do hoje. 
Presente, passado e futuro são tempos verbais, mas incrivelmente capazes de velar o hoje por conta do amanhã tão esperado.
Felizes tempos!
Feliz continuidade da vida através dos tempos.