Aquele homem se sentia cansado e sozinho.
Apesar de tanto lutar e lutar percebia que seus pés estavam
arraigados no mesmo lugar.
Não lhe cabiam passos, mas dores.
Dores mais profundas, dores da alma.
Pediu ao seu coração um tempo de sossego,
Mas a vida lhe conduzia para sempre dificultar
Olhava as pessoas e não enxergava nelas uma gota de esperança
Recebia delas um sinal do fim, do adeus
Suas ações o conduziam, sempre e sempre, a se distanciar das
outras pessoas
Da vida...
Mas a vida lhe dizia:
Me encare de olhos bem abertos! Ainda não terminei!
Seu grito de socorro eclodia mesmo sem sonoridade
Quanta dor aquele homem sentia
Quantas dores poderiam ter sido evitadas
Até que ele mesmo percebeu que procurou por todas elas
Que sair desse destino era decisão que somente ele poderia
tomar
Mas como?
Ainda não sabia. O peso de uma alma sem cor estava grande
demais
Mais olhou ao seu redor e pediu novamente à sua percepção
uma libertação
Se o homem a encontrou? Ainda não. Mais a procura já o fez
dar seus primeiros passos.
Por Somália Arruda
Que texto belo, lúdico, profundo! Amei sua forma, maneira concisa de retratar o belo em um tudo.
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